Um homem condenado por abusar sexualmente do próprio filho, que tinha apenas cinco anos na época do crime, foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro após anos foragido da Justiça. A captura ocorreu no bairro de Guaratiba, na Zona Oeste da capital fluminense, após trabalho de inteligência realizado por agentes da 24ª Delegacia de Polícia (Piedade).
De acordo com as investigações, o crime aconteceu em 2014, no bairro de Paciência. O homem já havia sido condenado por estupro de vulnerável, mas permanecia foragido até ser localizado pelos policiais.
Segundo o inquérito policial, o episódio de violência teria ocorrido após a criança contar à mãe que o pai mantinha um relacionamento extraconjugal. No dia anterior ao crime, o menino havia acompanhado o pai durante o trabalho e presenciou o momento em que ele buscou uma mulher com quem mantinha o caso. O homem teria pedido ao filho que não comentasse o assunto em casa.
Ao retornar para a residência, no entanto, a criança contou o que havia visto à mãe. A revelação teria provocado a reação violenta do agressor, que cometeu o abuso como forma de retaliação.
O crime foi presenciado pelo irmão gêmeo da vítima, que posteriormente relatou o ocorrido. Segundo o testemunho, o homem teria afirmado que a agressão era uma forma de fazer o irmão “parar de ser fofoqueiro”.
Após tomar conhecimento do ocorrido, a mãe procurou ajuda policial e registrou a ocorrência, o que deu início à investigação criminal. Ela também relatou que o homem apresentava comportamento agressivo e hostil em relação ao filho, chegando a utilizar palavras ofensivas e depreciativas contra a criança.
Com base nas informações reunidas ao longo da investigação e após monitoramento, os agentes conseguiram localizar o condenado escondido em Guaratiba. Ele foi preso e encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para cumprir a pena pelo crime de estupro de vulnerável.
Casos de violência sexual contra crianças são considerados crimes graves e podem resultar em penas severas conforme previsto na legislação brasileira.
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