A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga Gabrielle Cristine Pinheiro Rosario, madrasta de uma menina de cinco anos, como a principal suspeita de mandar matar Laís Gomes, mãe biológica da criança. O crime ocorreu no dia 4 de novembro, no bairro de Sepetiba, Zona Oeste do Rio.
Segundo informações divulgadas pelo portal R7 e pela Record TV, Gabrielle teria oferecido R$ 20 mil a executores para cometer o homicídio, com o objetivo de assumir a guarda exclusiva da filha do casal. Os suspeitos já foram presos.
Imagens de câmeras de segurança mostraram os envolvidos seguindo Laís antes do crime. A vítima foi atingida por um disparo na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho caçula, de 1 ano e 8 meses, fruto de outro relacionamento. Segundo investigadores, o assassinato foi cuidadosamente planejado e motivado por ciúmes e disputa pela guarda da criança.
Em entrevista à Record Rio, o delegado Robson Gomes, da Divisão de Homicídios da Capital, afirmou que Gabrielle desenvolveu uma “obsessão” pela menina após iniciar relacionamento com o ex-companheiro de Laís. “A mãe era um obstáculo, porque ela teria que compartilhar a guarda”, declarou o delegado.
Além do pagamento em dinheiro, a madrasta teria enviado fotos alteradas da criança, com supostas lesões, para convencer os assassinos de que a menina sofria maus-tratos. A falsificação foi usada para justificar o crime e manipular os envolvidos.
Após a execução, Gabrielle e o pai da criança prestaram depoimento à polícia, mas a mulher desapareceu em seguida e é considerada foragida. Familiares da vítima já haviam manifestado desconfiança sobre a madrasta desde o início das investigações.
O delegado também confirmou que o pai da menina está sendo investigado, embora ainda não haja provas diretas de participação no assassinato. Gabrielle responde por homicídio qualificado e é alvo de investigação por estelionato em outro inquérito.
O crime causou grande comoção em Sepetiba. Moradores realizaram manifestações pedindo justiça e colaboram com informações que possam levar à prisão da suspeita. Um disque-denúncia foi disponibilizado para auxiliar nas buscas.
O caso, marcado por obsessão, manipulação e disputa por guarda, reforça os desafios das relações familiares quando permeadas por conflitos e violência. Enquanto Gabrielle continua foragida, familiares de Laís clamam por justiça.
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