Entre 2022 e 2025, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) desembolsou mais de R$ 450 mil em diárias para servidores que prestaram apoio em segurança e transporte a uma autoridade do Supremo Tribunal Federal (STF) durante viagens a Ribeirão Claro, no Paraná. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo na quinta-feira (22).
Os deslocamentos ocorreram em períodos de férias e recessos do Judiciário, como Carnaval, julho e fim de ano, fora da rotina normal de trabalho. Ao todo, 25 servidores participaram das viagens em 16 ocasiões, totalizando 595 diárias pagas pelo TRT-2.
O destino das viagens era o Resort Tayayá, empreendimento que, segundo reportagens do portal Metrópoles, teria ligações com transações financeiras envolvendo familiares do ministro Dias Toffoli e do cunhado do dono do Banco Master.
Funcionários também relataram que o ministro seria suposto proprietário do local.
Os pagamentos geram questionamentos sobre a destinação de recursos públicos para viagens de autoridades a propriedades privadas, especialmente quando realizadas fora do exercício regular das funções judiciais.
Especialistas destacam que, mesmo se tratando de atividades de segurança e transporte, o uso de dinheiro público nesse contexto exige transparência e justificativas claras, evitando suspeitas de conflito de interesse ou benefício pessoal indevido.
O caso evidencia a necessidade de fiscalização rigorosa de gastos do Judiciário, sobretudo em diárias e despesas com servidores em viagens que envolvam autoridades de alto escalão e estabelecimentos privados.
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