O Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alertas de perigo para chuvas intensas em todas as regiões do Brasil, indicando risco elevado de temporais ao longo desta semana.
A previsão aponta que os maiores volumes de precipitação até a próxima segunda-feira (16) devem atingir o norte de São Paulo, o Triângulo Mineiro, o sul de Goiás, além de áreas do norte de Mato Grosso do Sul e da Amazônia Legal.
Para esta quarta-feira (11), o instituto emitiu alerta de grande perigo devido ao acumulado de chuva especialmente no norte paulista, no sul de Minas Gerais, no Triângulo Mineiro e na região central de Mato Grosso do Sul.
Nesses locais, as precipitações podem ultrapassar 60 milímetros por hora ou mais de 100 milímetros em um único dia, aumentando o risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de terra, principalmente em áreas urbanas e encostas.
A tendência para os próximos dias é de chuvas persistentes, com acumulados que podem superar 200 milímetros em regiões do norte de São Paulo e do Triângulo Mineiro.
Os temporais já causaram impactos recentes. No último fim de semana, duas pessoas morreram no estado de São Paulo em consequência de enxurradas registradas nos municípios de São Bernardo do Campo e Sorocaba, segundo informações da Defesa Civil.
As chuvas intensas que atingem o Sudeste desde o fim de fevereiro também levaram o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional a reconhecer situação de emergência em 16 municípios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
A maior parte das cidades afetadas está em Minas Gerais, onde enchentes e deslizamentos registrados na Zona da Mata Mineira já provocaram mais de 70 mortes.
Além das chuvas, uma frente fria avança pela costa das regiões Sul do Brasil e Sudeste do Brasil, provocando queda nas temperaturas máximas no litoral e em áreas próximas. Em contraste, o centro-norte do país deve continuar registrando temperaturas elevadas, especialmente em regiões do interior da Região Nordeste.
Diante do cenário, autoridades recomendam atenção redobrada em áreas de risco, acompanhamento constante dos alertas meteorológicos e adoção de medidas preventivas para evitar acidentes causados por enchentes e deslizamentos.
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