Em pronunciamento em rede nacional pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a pauta ambiental voltou a ser tratada pelo governo federal como parte central da estratégia de desenvolvimento do país.
A mensagem foi transmitida nesta sexta-feira, 5 de junho, data dedicada à conscientização sobre a preservação ambiental.
Durante a fala, Capobianco apresentou um balanço das ações dos últimos três anos e defendeu que proteger a natureza não significa frear a economia, mas criar condições para crescimento sustentável, geração de emprego, renda e segurança climática.
O ministro destacou que o Brasil enfrenta um cenário de atenção diante da previsão de um novo El Niño, fenômeno climático associado ao aumento das temperaturas, à alteração no regime de chuvas e à elevação do risco de queimadas em diferentes regiões do país.
Segundo Capobianco, o governo federal reforçou a estrutura de prevenção e resposta a incêndios florestais.
Ele afirmou que foi mobilizado o maior contingente de brigadistas da história do país, além da ampliação do uso de aeronaves, equipamentos e sistemas de monitoramento para acompanhar áreas de maior risco.
O ministro também informou que mais de meio bilhão de reais foram destinados ao apoio a corpos de Bombeiros em estados mais afetados por incêndios florestais.
A medida, segundo ele, integra uma estratégia de antecipação de riscos, redução de danos ambientais e proteção de populações vulneráveis.
Durante o pronunciamento, Capobianco afirmou que o país tem demonstrado ser possível combinar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Como exemplo, citou a queda do desmatamento em biomas estratégicos.
Na Amazônia, segundo o ministro, o desmatamento caiu pela metade nos últimos três anos. No Cerrado, a redução foi de 32%. Já no Pantanal, a queda chegou a 65%.
Para Capobianco, os números refletem a retomada de políticas públicas ambientais, o fortalecimento da fiscalização e a cooperação entre União, estados, municípios e sociedade civil.
Outro ponto destacado foi a ampliação das áreas protegidas. De acordo com o ministro, mais de dez novas reservas ambientais foram criadas, além do reconhecimento de terras indígenas e territórios quilombolas. Somadas, essas áreas correspondem a cerca de 5 milhões de campos de futebol.
Capobianco afirmou que a proteção dos biomas brasileiros é essencial para preservar a biodiversidade, manter serviços ambientais e evitar a emissão de milhões de toneladas de gases de efeito estufa.
A mensagem reforçou a relação direta entre conservação da natureza, enfrentamento da crise climática e responsabilidade com as próximas gerações.
A transição energética também foi citada como uma das prioridades da atual agenda ambiental.
O ministro disse que o Brasil voltou a buscar protagonismo ao incentivar a substituição gradual de combustíveis fósseis por alternativas mais limpas, como biocombustíveis e eletricidade.
Segundo ele, o governo criou estímulos para renovar frotas privadas e de transporte público, com o objetivo de reduzir emissões, modernizar a mobilidade e ampliar o uso de fontes energéticas menos poluentes.
Capobianco atribuiu os avanços à retomada de investimentos em ciência, monitoramento ambiental e fortalecimento de instituições públicas.
Ele mencionou órgãos como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio, afirmando que essas estruturas voltaram a ser valorizadas após um período de enfraquecimento.
O ministro também destacou a retomada da cooperação internacional. Entre os exemplos citados está o Fundo Amazônia, que voltou a receber apoio de países financiadores.
Segundo Capobianco, esse movimento contribuiu para viabilizar um volume recorde de R$ 204 bilhões em recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, voltados ao desenvolvimento sustentável no Brasil.
Além da redução do desmatamento e da proteção das florestas, o governo federal também retomou ações de recuperação de áreas degradadas e restauração florestal.
De acordo com o ministro, 3,4 milhões de hectares já foram recuperados.
Na avaliação de Capobianco, a agenda ambiental passou a ter papel decisivo também na inserção econômica do Brasil no cenário global.
Ele afirmou que critérios ambientais pesam cada vez mais em acordos comerciais, investimentos internacionais e relações diplomáticas.
Para o ministro, países que ignorarem essa nova realidade correm o risco de perder mercados e ficar isolados.
Já o Brasil, segundo ele, tem condições de transformar sua biodiversidade, sua matriz energética e sua capacidade produtiva em vantagens estratégicas.
O pronunciamento reforçou a posição do governo de que o enfrentamento à crise climática deve caminhar junto com políticas de desenvolvimento.
A mensagem central foi de que preservar florestas, reduzir emissões, combater queimadas e fortalecer a fiscalização ambiental são medidas essenciais para proteger vidas, garantir competitividade econômica e preparar o país para os desafios climáticos dos próximos anos.
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