O youtuber e humorista Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou na última quarta-feira (6) um vídeo de 50 minutos que já ultrapassou 28 milhões de visualizações, denunciando a adultização e a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais.
Na gravação, Felca expõe casos em que menores aparecem em situações com conotação sexual, vestindo roupas provocantes, participando de danças sensuais e interagindo com adultos em contextos inadequados. Entre os citados está o influenciador Hytalo Santos, que acumulava mais de 17 milhões de seguidores e cuja conta foi desativada após a repercussão.
A denúncia também trouxe à tona o caso de Kamylinha Santos, que ingressou na “Turma do Hytalo” aos 12 anos e, ao longo dos anos, foi exposta a conteúdos cada vez mais sugestivos. Outras situações polêmicas foram lembradas, como o canal “Bel Para Meninas”, alvo do Ministério Público do Rio de Janeiro em 2020, e o caso de Caroliny Dreher, cujo conteúdo íntimo teria sido vendido pela própria mãe a pedófilos.
A repercussão levou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), a anunciar nesta segunda-feira (11) que irá pautar projetos de lei para restringir a circulação desse tipo de conteúdo. Segundo ele, o vídeo “chocou e mobilizou milhões de brasileiros” e a discussão será enfrentada ainda esta semana.
Um dos textos a serem debatidos, aprovado pelo Senado em novembro de 2024, prevê que plataformas digitais adotem medidas rigorosas para proteger menores de idade, incluindo:
- Remoção imediata de conteúdos abusivos sem necessidade de ordem judicial
- Denúncias com identificação obrigatória
- Bloqueio de acesso a pornografia por menores
- Contas de menores de 12 anos vinculadas a um responsável legal
- Ferramentas de controle parental
- Proibição de publicidade direcionada a menores e restrições em jogos online
A proposta está parada na Comissão de Comunicação da Câmara desde o início de 2025 e agora deve avançar com prioridade.
Felca afirma estar preparado para as consequências das denúncias e reforça a importância de discutir abertamente o tema, apesar de sua gravidade.
*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil. Compartilhe esta notícia do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











