O mercado de trabalho brasileiro criou 58.568 empregos com carteira assinada em julho, o menor saldo para o mês desde o início da série do Novo Caged, em 2020.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado corresponde à diferença entre 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos. Considerando os dados ajustados, junho havia registrado saldo positivo de 137.044 postos, mostrando uma forte desaceleração na geração de empregos de um mês para o outro. Em julho de 2025, haviam sido abertas 133.932 vagas.
Mesmo com a perda de ritmo, o saldo de 2026 continua positivo. De janeiro a julho, foram criados 972.203 empregos formais. Nos últimos 12 meses, o país acumula 880.717 novas vagas.
Serviços lideram contratações
Quatro dos cinco principais setores da economia terminaram julho com resultado positivo. Serviços lideraram com 24.098 novos postos, seguidos por construção, com 12.691; agropecuária, com 12.523; e indústria, com 11.315.
O comércio foi o único setor no vermelho, com fechamento líquido de 2.056 vagas. No acumulado de janeiro a julho, o segmento já perdeu 7.896 postos formais.
Sudeste concentra maior saldo
Entre as unidades da Federação, 22 das 27 registraram criação de empregos. São Paulo liderou, com 17.814 vagas, seguido por Mato Grosso, com 5.766, e Minas Gerais, com 5.199.
Com o resultado de julho, o Brasil chegou a 48.082.866 vínculos formais ativos. Os dados mostram que o mercado continua contratando mais do que demitindo, mas em velocidade bem menor do que a observada nos meses anteriores.
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