A saúde mental dos trabalhadores brasileiros atingiu níveis preocupantes em 2025. Dados da Previdência Social mostram que mais de 546 mil benefícios por incapacidade temporária foram concedidos devido a transtornos mentais e comportamentais, um aumento de quase 16% em relação a 2024, quando foram registrados pouco mais de 472 mil casos.
Entre as principais causas desses afastamentos estão transtornos de ansiedade e episódios depressivos, refletindo uma tendência crescente também observada na concessão de benefícios por outras doenças, que subiu cerca de 15% no último ano.
O perfil dos trabalhadores afetados é majoritariamente feminino: mulheres correspondem a mais de 63% dos afastamentos, totalizando 346 mil benefícios, enquanto os homens representam quase 200 mil. Especialistas apontam que fatores como dupla jornada de trabalho, pressões sociais e acúmulo de responsabilidades contribuem para essa desigualdade.
Em termos regionais, a crise concentra-se nos grandes centros urbanos e regiões industriais. São Paulo lidera com aproximadamente 150 mil benefícios concedidos, seguida por Minas Gerais, com 83 mil, e Rio Grande do Sul, com pouco mais de 46 mil afastamentos.
Especialistas alertam que o aumento dos afastamentos por transtornos mentais exige políticas públicas mais eficazes de prevenção, promoção de saúde mental no trabalho e acompanhamento profissional, a fim de reduzir o impacto da doença sobre a vida dos trabalhadores e a produtividade das empresas.
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