A temperatura cai, lá vamos buscar no armário aquele casado guardado há meses. Esse comportamento muito comum no inverno está associado a um dos fatores de risco da asma: o acúmulo de poeira, ácaros, fungos e bactérias.
Quanto maior o contato com causadores de alergia, maiores as chances de desenvolver crise asmática. Além disso, a baixa umidade do ar, habitual nessa estação, pode provocar irritação nos olhos, sensação de nariz e garganta secos, sintomas que se apresentam com maior intensidade nos portadores da doença.
O Brasil ocupa a oitava posição no ranking mundial da doença, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A prevalência da asma entre os adolescentes é de 20%, segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
A pneumologista Simone Lamas, do Hospital Badim, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, explica que a asma é caracterizada pela inflamação das vias aéreas, provocando broncoespasmo, ou seja, uma reação aguda nessa região, com obstrução da entrada e saída do ar. “Por isso, os pacientes apresentam chiado no peito, falta de ar, tosse e sensação de desconforto.”, acrescenta.
A médica comenta o impacto da doença na qualidade de vida. “A manifestação aguda da asma pode levar a pessoa ao pronto socorro, afastá-la das atividades escolares e profissionais. A doença pode também levar ao óbito, quando fora de controle. É fundamental manter as consultas em dia, manter a disciplina no uso dos medicamentos e evitar os fatores de risco, especialmente o fumo, a poeira doméstica e as oscilações de temperatura”, orienta.
A especialista reforça que a qualidade de vida do paciente asmático vai depender do seu rigor com o tratamento, que tem nos broncodilatadores associados a corticóides inalatórios o seu maior aliado, com aplicação através das famosas ‘bombinhas’, que oferecem alívio temporário dos sintomas.
“Mas o uso de qualquer medicamento deve ser feito exclusivamente pelo médico. Há necessidade de um diagnóstico adequado, pautado em histórico e exame clínico, dentre outros procedimentos específicos”, alerta a médica.












