Um novo relatório divulgado neste sábado (18) revelou que um helicóptero Apache, das forças militares israelenses, abriu fogo contra atiradores palestinos, mas atingiram civis israelenses que participavam de um festival musical durante um ataque do Hamas em 7 de outubro, no âmbito da Operação Tempestade de Al-Aqsa, nos territórios ocupados.
De acordo com reportagem do jornal israelense Haaretz, citada por várias agências internacionais, a informação é baseada em uma investigação da polícia de Israel sobre os homens armados do Hamas, que participaram da insurreição.
O Haaretz informou que o helicóptero militar chegou ao local do festival e abriu fogo contra os atiradores, mas também feriu vários participantes do festival.
De acordo com a avaliação, os atiradores não tinham informações prévias sobre o festival que foi realizado perto do Kibutz Re’im, perto das fronteiras com Gaza. VÍDEO:
O jornal israelense Yedioth Ahronoth também publicou uma reportagem sobre helicópteros da Força Aérea israelense intervindo no ataque realizado pelo Hamas a partir de Gaza em 7 de outubro.
O jornal relatou que as forças israelenses “tiveram dificuldade em identificar militantes do Hamas”, acrescentando que pilotos de helicóptero “usaram artilharia” contra civis no festival.
“Os terroristas do Hamas foram instruídos a se misturar lentamente com a multidão e não se mover em nenhuma circunstância”, disse o jornal.
“Dessa forma, eles tentaram enganar a Força Aérea para acreditar que os que estavam abaixo eram israelenses. Esse engano funcionou por um tempo, até que os helicópteros Apache tiveram que se libertar de todas as restrições. Os pilotos acharam difícil distinguir quem era terrorista e quem era israelense”, acrescentou o relatório.
O jornal destacou que “quando perceberam isso, alguns deles decidiram usar projéteis de artilharia contra os terroristas de forma independente, sem obter permissão de seus superiores”.
A polícia estimou que o número de mortos no festival foi de 364, mas não revelou suas identidades.
Os detalhes da investigação contrariam a narrativa oficial israelense sobre o ataque do grupo de resistência palestina, que afirmou que homens armados do Hamas massacraram os foliões no festival.
Entenda a insurreição do Hamas
Centenas de combatentes do Hamas cruzaram para Israel em uma operação surpresa chamada “Tempestade de Al-Aqsa”, desencadeando uma ofensiva sangrenta de retaliação israelense na Faixa de Gaza.
Israel matou mais de 12.300 palestinos em seus ataques aéreos e terrestres na Faixa de Gaza desde a ofensiva surpresa do Hamas. O número oficial de mortos israelenses, por sua vez, é de cerca de 1.200.
Milhares de edifícios, incluindo hospitais, mesquitas e igrejas, foram danificados ou destruídos nos ataques implacáveis de Israel ao enclave sitiado.
Um bloqueio israelense também cortou o fornecimento de combustível, eletricidade e água a Gaza e reduziu as entregas de ajuda a conta-gotas.
Israel rejeitou os crescentes apelos por um cessar-fogo até a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas.
*Por Ahmed Asmar e Ikram Kouachi da Agência Anadolu e edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












