O ex-jogador Sandro Mazzola, um dos grandes nomes da história da Inter de Milão e da seleção italiana, morreu aos 83 anos, na noite de sexta-feira (18). A morte foi anunciada pelo clube nas primeiras horas deste sábado (19), em uma homenagem ao atleta que dedicou toda a carreira profissional à equipe de Milão.
Mazzola foi um dos protagonistas da chamada Grande Inter, equipe que conquistou a Europa na década de 1960 sob o comando do técnico Helenio Herrera. Também integrou a seleção italiana que venceu a Eurocopa de 1968 e terminou como vice-campeã da Copa do Mundo de 1970, após perder a final para o Brasil de Pelé.
Uma carreira inteira com a camisa da Inter
Nascido em 8 de novembro de 1942, Sandro Mazzola chegou à Inter ainda criança e construiu uma trajetória marcada pela fidelidade ao clube. Entre 1960 e 1977, disputou 565 partidas oficiais e marcou 158 gols.
Ao longo de 17 temporadas, conquistou quatro Campeonatos Italianos, duas Copas dos Campeões da Europa e duas Copas Intercontinentais.
Um dos capítulos mais importantes de sua carreira aconteceu em 1964, na decisão da Copa dos Campeões contra o Real Madrid. Mazzola marcou duas vezes na vitória por 3 a 1, resultado que garantiu o primeiro título europeu da história da Inter.
No ano seguinte, o clube voltou a levantar o troféu continental. A equipe reunia jogadores como Giacinto Facchetti, Luis Suárez e Mario Corso, nomes que ajudaram a transformar a Inter em uma das principais forças do futebol europeu.
Mazzola também foi artilheiro do Campeonato Italiano de 1965, com 17 gols. Em 1971, terminou em segundo lugar na votação da Bola de Ouro, atrás do holandês Johan Cruyff.
Adversário do Brasil na final da Copa de 1970
Pela seleção da Itália, Mazzola disputou 70 partidas e marcou 22 gols. Participou dos Mundiais de 1966, 1970 e 1974, além de conquistar a Eurocopa de 1968.
Na Copa do Mundo de 1970, realizada no México, integrou a equipe italiana que chegou à decisão contra a seleção brasileira, comandada dentro de campo por Pelé e formada por jogadores como Jairzinho, Tostão e Rivellino.
O Brasil venceu por 4 a 1 e conquistou o tricampeonato mundial, enquanto os italianos ficaram com o vice-campeonato.
Aquela edição também ficou marcada pelo revezamento entre Mazzola e Gianni Rivera, dois dos principais jogadores da Itália. A disputa por espaço na equipe ganhou grande repercussão entre a imprensa e os torcedores italianos.
Filho de um ídolo que morreu na tragédia de Superga
A relação de Sandro Mazzola com o futebol começou muito antes de sua estreia profissional.
Ele era filho de Valentino Mazzola, capitão do Grande Torino, equipe que dominou o futebol italiano na década de 1940.
Valentino morreu em 4 de maio de 1949, no acidente aéreo de Superga, que vitimou jogadores, integrantes da comissão técnica e jornalistas que acompanhavam o Torino.
Sandro tinha apenas seis anos quando perdeu o pai. Mais tarde, seguiu o caminho do futebol e construiu uma carreira própria, tornando-se uma referência da Inter de Milão.
Depois de encerrar a trajetória como jogador, em 1977, permaneceu ligado ao esporte. Trabalhou como dirigente e diretor esportivo e também atuou como comentarista na televisão italiana.
Inter de Milão presta homenagem
Em comunicado oficial, a Inter de Milão destacou a importância de Mazzola para a história do clube e manifestou solidariedade à família.
O presidente Giuseppe Marotta, o vice-presidente Javier Zanetti, o técnico Cristian Chivu e representantes do elenco participaram da homenagem institucional.
A despedida de Sandro Mazzola marca o fim de uma trajetória que atravessou diferentes gerações do futebol italiano. Dos títulos europeus com a Inter à final da Copa do Mundo contra o Brasil, o ex-jogador deixa uma história ligada às grandes conquistas do futebol mundial.
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