O Dia Mundial da Segurança do Paciente é celebrado nesta quinta-feira (17) e, em 2026, tem como tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”. A campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca os desafios enfrentados por pessoas que convivem com doenças crônicas e precisam de acompanhamento por longos períodos.
A proposta é chamar atenção para a segurança em todas as etapas da assistência, desde a prevenção e o diagnóstico até o tratamento, acompanhamento de longo prazo e autocuidado. Segundo a OMS, as doenças não transmissíveis respondem por cerca de 74% das mortes no mundo.
Doenças crônicas exigem acompanhamento contínuo
Entre as principais doenças não transmissíveis estão problemas cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Essas condições podem afetar pessoas de diferentes idades e, em muitos casos, exigem cuidados durante toda a vida.
A necessidade de consultas frequentes, uso de medicamentos e contato com diferentes profissionais e serviços de saúde pode aumentar as possibilidades de falhas na comunicação, problemas relacionados a medicamentos e interrupções no acompanhamento.
Por isso, a OMS defende que a segurança esteja presente durante toda a jornada do paciente, inclusive fora dos hospitais, em unidades básicas de saúde, clínicas e no ambiente doméstico.
Paciente também participa da segurança
O Ministério da Saúde orienta que pacientes participem ativamente das decisões relacionadas ao próprio cuidado. Fazer perguntas, esclarecer dúvidas e informar a equipe sobre preocupações ou mudanças no estado de saúde são atitudes que podem contribuir para um atendimento mais seguro.
Durante uma consulta, é importante entender qual é o objetivo do tratamento, como os medicamentos devem ser utilizados e quais sinais devem motivar um novo contato com o serviço de saúde.
Quando uma orientação não estiver clara, o paciente pode pedir que o profissional explique novamente ou utilize uma linguagem mais simples.
Acompanhante pode ajudar no tratamento
Em situações nas quais há dificuldade para compreender ou memorizar as informações, contar com uma pessoa de confiança durante o atendimento também pode facilitar o acompanhamento.
Anotar as principais orientações recebidas, organizar os horários dos medicamentos e manter informações sobre consultas e exames são medidas que podem ajudar na continuidade do cuidado.
O Ministério da Saúde também destaca que pacientes e familiares podem comunicar situações de risco ou eventos adversos observados durante o atendimento às equipes de saúde ou aos Núcleos de Segurança do Paciente.
Acompanhamento regular ajuda a reduzir riscos
O cuidado de pessoas com doenças crônicas envolve acompanhamento ao longo do tempo e pode passar por diferentes profissionais e níveis de atenção. A integração entre esses serviços é apontada pela OMS como uma das medidas importantes para tornar a assistência mais segura.
A campanha de 2026 também reforça a participação das próprias pessoas que convivem com doenças crônicas na identificação de riscos e na construção de soluções para melhorar o atendimento.
Em situações de urgência ou emergência, o paciente deve procurar atendimento imediatamente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pode ser acionado gratuitamente pelo telefone 192, 24 horas por dia.
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