A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (17) o empresário Diomar Tadeu Dantas de Farias, sócio da casa de apostas Pixbet, durante a segunda fase da Operação Arena. Ele foi localizado em Jacumã, no município de Conde, no Litoral Sul da Paraíba.
Contra o empresário havia um mandado de prisão preventiva. A operação também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e determinou medidas de sequestro de bens em João Pessoa e Campina Grande.
A investigação apura suspeitas de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra as ordens tributária e financeira. Diomar é apontado como sócio minoritário da Pixbet, com participação de 30% na empresa, enquanto os outros 70% pertencem ao primo Ernildo Júnior Farias Santos.
Segundo a investigação, o grupo teria utilizado empresas brasileiras e estrangeiras, operações com criptoativos e remessas internacionais para movimentar recursos e ocultar patrimônio. Uma das linhas de apuração envolve empresas estabelecidas fora do Brasil que teriam recebido valores sem atividade econômica compatível com as movimentações registradas.
Operação já havia bloqueado até R$ 1,1 bilhão
A Operação Arena começou em agosto. Na primeira fase, a PF cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em cinco estados — Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná — e obteve autorização judicial para o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores. Também foram determinadas quebras de sigilos bancário e telemático.
Na ocasião, a Polícia Federal informou que investigava um grupo empresarial suspeito de utilizar uma estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos relacionados à exploração de jogos e apostas esportivas. As suspeitas ainda estão em investigação e não representam condenação dos envolvidos.
Ernildo Júnior, outro sócio da Pixbet, já havia sido alvo de mandado de busca e apreensão na primeira etapa. A apuração desta quinta-feira aprofunda as investigações sobre as operações financeiras atribuídas ao grupo. Até a publicação das informações sobre a prisão, a defesa de Diomar não havia apresentado manifestação pública sobre a nova fase da operação.
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