A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abriu uma sindicância para apurar o episódio de violência envolvendo um estudante de História no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Centro do Rio. O caso ocorreu na noite de terça-feira (25) e também é investigado pela Polícia Civil.
Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o aluno sendo cercado e agredido dentro do prédio e, posteriormente, perseguido na área externa.
Segundo as informações disponíveis, ele vestia uma camiseta da banda britânica Death in June e utilizava acessórios com referências interpretadas por outros estudantes como associadas ao nazismo e ao Terceiro Reich.
A investigação deverá esclarecer separadamente as duas situações: a eventual ocorrência de manifestação ilegal relacionada ao nazismo e a responsabilidade pelas agressões físicas.
Reitor condena nazismo e violência
O reitor Roberto Medronho afirmou que a UFRJ repudia nazismo, antissemitismo, racismo e qualquer forma de discriminação, mas ressaltou que a universidade também não aceita que suspeitas de crimes sejam respondidas com violência.
“A UFRJ não aceita o nazismo, o antissemitismo, nem qualquer forma de discriminação. Mas também repudia de forma clara a violência”, afirmou o reitor.
A posição acompanha a manifestação oficial da instituição, que defendeu a apuração do episódio com respeito ao devido processo, ao contraditório e à ampla defesa.
Polícia analisa imagens
A 1ª DP (Praça Mauá) conduz a investigação policial. Imagens feitas por testemunhas estão sendo analisadas e os envolvidos deverão ser ouvidos para esclarecer como começou a discussão e identificar os participantes das agressões.
A UFRJ também pretende ouvir estudantes e demais pessoas envolvidas antes de decidir sobre eventuais punições administrativas.
Um relato segundo o qual o estudante teria feito uma ofensa racial durante a confusão também deverá ser apurado. Até o momento, porém, essa versão não foi estabelecida como fato pelas autoridades.
Universidade discute prevenção de novos conflitos
O episódio aumentou a preocupação com a convivência e a segurança no campus. Estudantes realizaram assembleias para discutir o caso, enquanto a direção avalia medidas para evitar novos episódios de intolerância e violência.
Para a universidade, eventuais condutas criminosas devem ser encaminhadas às autoridades competentes. A sindicância interna e o inquérito policial seguem em andamento, sem conclusão até agora sobre as responsabilidades individuais.
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