Anthony Garotinho (Republicanos) deu início neste domingo (16) à campanha para o Governo do Rio de Janeiro. O primeiro ato ocorreu em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde o candidato participou de um comício acompanhado por apoiadores, candidatos e aliados políticos.
A escolha da cidade faz parte da estratégia de campanha de Garotinho, que pretende concentrar parte de sua agenda na Baixada Fluminense durante a disputa estadual.
Antes do comício, o candidato havia programado visitas a feiras em Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados e Nilópolis. Os compromissos, no entanto, foram cancelados após Garotinho informar que estava gripado.
Depois do evento, o ex-governador publicou uma mensagem nas redes sociais agradecendo aos apoiadores e integrantes da campanha que participaram do lançamento.
Para esta segunda-feira (17), a agenda anunciada prevê compromissos em São Fidélis e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.
Disputa pelo Governo do Rio começa oficialmente
A campanha para o Governo do Estado também teve neste domingo a movimentação de outros candidatos. Flávio Bolsonaro (PL) e Eduardo Paes (PSD) realizaram atos eleitorais no Rio de Janeiro.
Com o início oficial da campanha, os candidatos passam a divulgar propostas e realizar atividades públicas dentro das regras estabelecidas pelo calendário eleitoral.
Registro de Garotinho enfrenta questionamento judicial
A candidatura de Anthony Garotinho ocorre em meio a uma disputa na Justiça envolvendo seus direitos políticos.
Na segunda-feira (10), a 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) fossem comunicados sobre uma decisão relacionada à suspensão dos direitos políticos do ex-governador.
A medida foi solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) em razão de uma condenação por improbidade administrativa. Segundo o órgão, os recursos apresentados pela defesa teriam sido encerrados, permitindo o cumprimento da decisão.
Os advogados de Garotinho contestam esse entendimento. A defesa sustenta que o período de suspensão dos direitos políticos terminou em 1º de agosto de 2026 e afirma que o trânsito em julgado da condenação ocorreu em 1º de agosto de 2018.
Diante da controvérsia, a situação eleitoral do ex-governador ainda precisará ser analisada pela Justiça Eleitoral. A definição sobre sua participação na disputa dependerá da avaliação do registro de candidatura e das decisões relacionadas ao caso.
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