Uma mulher de 53 anos ficou gravemente ferida após ser atingida por um tiro dentro de um ônibus durante um confronto entre policiais militares e criminosos na zona norte do Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (12). A vítima, identificada como a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, estava no coletivo da linha 629, que circula entre Irajá e Saens Peña.
O episódio ocorreu na Avenida Meriti, em Vicente de Carvalho, próximo ao Colégio Pio XII. Com os disparos, passageiros deixaram o ônibus rapidamente e procuraram abrigo nas dependências da escola.
Aline estava a caminho do trabalho quando foi atingida. O projétil ficou alojado na região da coluna cervical, provocando ferimentos considerados graves.
Após ser baleada, a passageira foi encaminhada ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. A mulher passou por uma cirurgia que durou mais de quatro horas e permanece internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI).
Segundo a direção da unidade de saúde, o estado clínico da paciente é grave.
Policial leva ônibus até hospital
O motorista do coletivo ficou abalado após o episódio e não conseguiu continuar conduzindo o veículo. Diante da emergência, um policial militar assumiu a direção do ônibus e levou a passageira ferida até o Hospital Estadual Getúlio Vargas.
A ação permitiu que Aline recebesse atendimento médico rapidamente após ser atingida.
Como ocorreu o confronto
De acordo com a Polícia Militar, agentes do 41º Batalhão de Polícia Militar (Irajá) faziam patrulhamento nas proximidades da Comunidade do Trem, em Vicente de Carvalho, quando teriam sido surpreendidos por disparos realizados por criminosos armados.
Os policiais reagiram e houve troca de tiros na região. Os suspeitos conseguiram escapar e, posteriormente, os agentes foram informados de que uma passageira havia sido atingida dentro de um ônibus.
Após a ocorrência, o policiamento foi reforçado na área.
Rio Ônibus lamenta episódio
O Rio Ônibus lamentou o episódio e afirmou que situações envolvendo confrontos armados representam riscos para passageiros e profissionais que trabalham no transporte coletivo.
O caso chama atenção para os impactos da violência armada sobre a rotina de quem precisa circular pela zona norte do Rio, inclusive em regiões onde ocorrem operações e confrontos entre forças de segurança e criminosos.
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