Um parto foi realizado neste domingo (25) no Hospital São Lucas, em Fernando de Noronha (PE), em uma situação considerada excepcional pelas autoridades de saúde do arquipélago. A gestante chegou à unidade já em trabalho de parto avançado, o que impediu sua transferência para um hospital no continente, conforme determina o protocolo adotado na ilha.
De acordo com a Superintendência de Saúde de Fernando de Noronha, a paciente procurou atendimento após apresentar dores lombares e pélvicas. Durante a avaliação, a equipe médica constatou que a gestação havia alcançado 41 semanas e que o parto estava em fase avançada, inviabilizando o transporte para Recife.
Diante da evolução do quadro, o nascimento do bebê foi realizado no próprio Hospital São Lucas. Após o procedimento, a mãe e o recém-nascido permaneceram em boas condições de saúde e seguem sob acompanhamento da equipe médica.
O Grupamento Tático Aéreo (GTA) foi colocado de prontidão para realizar uma eventual transferência ao continente caso seja necessário atendimento especializado para a mãe ou para o bebê.
Desde 2004, Fernando de Noronha não realiza partos programados. A medida foi adotada após a desativação da maternidade do Hospital São Lucas, que deixou de oferecer estrutura adequada para atendimento obstétrico.
Atualmente, o protocolo de assistência à saúde da ilha prevê que gestantes sejam encaminhadas ao continente a partir da 28ª semana de gestação. A orientação considera que o hospital local não dispõe de maternidade nem de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), recursos considerados essenciais para o atendimento de partos e de possíveis complicações obstétricas.
Por causa da rápida evolução do trabalho de parto, a equipe médica precisou realizar o procedimento na própria unidade de saúde do arquipélago. O caso foi tratado como uma exceção às normas adotadas para a assistência às gestantes em Fernando de Noronha.
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