Assim como a China está fazendo com o yuan, a nova Política de Comércio Exterior (FTP) da Índia prevê a transformação da rupia em moeda internacional, estratégia que visa impulsionar a exportação do país, assim como promover um afastamento do dólar.
As medidas previstas no FTP 2023, divulgadas pelo ministro indiano do Comércio e Indústria, Piyush Goyal, passam a vigorar neste sábado (1º) e contemplam outras iniciativas para desburocratizar as transações internacionais e fomentar o crescimento econômico.
Os planos estão focados tanto no comércio de manufaturas quanto em outros segmentos, como eletrônicos e insumos para fabricação de medicamentos.
O comércio usando rupias tornou-se a peça central do novo plano de Nova Délhi, destinado a garantir um status global para a moeda nacional e permitir sua utilização para a liquidação de comércio exterior.
Os formuladores de políticas do governo, recentemente, tomaram várias medidas para se afastar do dólar, aceitando, por exemplo, as transações com rublo e rupia no comércio mútuo com a Rússia.
A medida, inclusive, ajudou a Rússia a contornar sanções do Ocidente. De forma semelhante, o país concordou em mudar para um mecanismo de pagamento de rupias para as importações de petróleo iraniano.
Este novo modelo de transações está se ampliando. A Malásia é a mais recente nação a concordar em estabelecer o comércio com a Índia usando a sua moeda.
Os planos são ousados. Sob a nova política, a Índia planeja aumentar as remessas externas do país para US$ 2 trilhões até 2030, incluindo uma ampla gama de etapas, como expandir os benefícios do FTP para as exportações de comércio eletrônico e dobrar o limite de valor para as exportações por meio de correio.
Para isso, o FTP 2023 propõe a criação de uma zona logística, dotada de instalação para armazenamento visando ajudar os agregadores de comércio eletrônico, facilitar o desembaraço aduaneiro e o processamento de devoluções.
O comércio da Índia foi durante afetado nos últimos anos devido a interrupções decorrentes da Covid-19 nas cadeias de suprimentos, além de enfrentar uma desaceleração no comércio global em meio a tensões geopolíticas que estão em curso por conta da guerra na Ucrânia e as sanções impostas pelos EUA ao Irã e a Rússia.
Da RT com edição da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.











