Morreu nesta segunda-feira (22), aos 100 anos, o economista norte-americano Alan Greenspan, um dos nomes mais influentes da história recente da política monetária dos Estados Unidos, segundo informações da CNBC.
Greenspan ficou conhecido por presidir o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, entre 1987 e 2006.
Ele foi nomeado para o cargo pelo então presidente Ronald Reagan e permaneceu à frente da instituição por quase duas décadas, sendo responsável pelo segundo mandato mais longo da história do órgão.
A informação sobre a morte foi confirmada por sua esposa, a jornalista Andrea Mitchell, que relatou que o economista enfrentava complicações decorrentes do Parkinson e faleceu em casa.
Nascido em Nova York em 1926, Greenspan se formou em economia pela Universidade de Nova York e construiu uma carreira marcada por forte influência nas decisões econômicas dos Estados Unidos.
Durante sua gestão, trabalhou sob quatro presidentes: Ronald Reagan, George H. W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush.
Seu período no comando do Fed ficou associado a uma fase de longa expansão econômica nos Estados Unidos, especialmente entre 1991 e 2001, impulsionada pelo avanço tecnológico e pelo crescimento da economia digital.
Apesar do reconhecimento internacional, o legado de Greenspan também é alvo de críticas. Especialistas apontam que sua defesa por menor regulação do sistema financeiro pode ter contribuído para o ambiente que antecedeu a crise financeira global de 2008.
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