O Tribunal de Justiça do Rio Janeiro (TJ-RJ) decretou nesta segunda-feira (13), a prisão temporári, por 30 dias, de quatro chefes de torcidas organizadas.
Anderson Azevedo Dias (Young Flu), Fabiano de Souza Marques (Força Jovem do Vasco), Bruno da Silva Paulino (Torcida Jovem do Flamengo) e Anderson Clemente da Silva (Raça Rubro-Negra) vão responder pelos crimes de organização criminosa, lesão corporal grave e tentativa de homicídio.
Além das prisões, o TJ-RJ determinou pelos próximos cinco anos o afastamento das organizadas de eventos esportivos. A juíza Ana Beatriz Medes Estrela, do Plantão Judiciário, destacou em sua decisão que a medida é “imprescindível para o curso das investigações criminais e para a garantia da ordem pública”.
Afastamento dos estádios
Já o juiz Bruno Vaccari Manfentatti, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos, não só vetou a presença das organizadas em eventos esportivos pelos próximos cinco anos, como também determinou que 16 integrantes sejam afastados dos estádios em dias de jogos e monitorados por meio de tornozeleiras eletrônicas.
A medida foi estabelecida em inquérito que apura atos criminosos ocorridos no último dia 5 (domingo), quando um torcedor cruzmaltino morreu em decorrência de briga entre vascaínos e flamenguistas, pouco antes do início do clássico no Maracanã, pelo Campeonato Carioca.
Para entender a crise bancária nos EUA
Os sintomas de colapso que assombram o sistema bancário dos EUA é mais uma fonte de preocupação para a economia global. Desde a última sexta-feira (10), as autoridades monetárias norte-americanas tentam salvar o país de uma bancarrota decorrente da decretação da falência de três instituições bancárias. Vários economistas chegaram a destacar esses episódios como sinais apocalípticos.
Segue abaixo oito tópicos que ajudam entender o contexto:
O que aconteceu?
O banco Silvergate, com sede na Califórnia e focado em criptomoedas, foi o primeiro a anunciar a liquidação iminente na quarta-feira (7). Depois veio o favorito das empresas de tecnologia e das startups, o Silicon Valley Bank (SVB), cuja implosão na sexta-feira foi o maior colapso bancário dos EUA desde a crise financeira de 2008.
O Signature Bank, com sede em Nova York, foi o mais recente a ser fechado no fim de semana, já que os reguladores temiam por sua liquidez.
Por que os bancos faliram?
As ações dos bancos despencaram após saídas maciças de depósitos em meio a temores de recessão, taxas de juros mais altas e uma desaceleração no mercado de ofertas públicas iniciais. Esses fatores tornaram mais difícil para muitas empresas levantar dinheiro adicional e levaram as empresas a retirar seus depósitos no SVB e em credores similares.
O que as taxas de juros têm a ver com isso?
Para domar a inflação que atinge os EUA e países da União Europeia, os governos do Ocidente começaram a aumentar as taxas de juros. Existe uma correlação histórica entre taxas de juros mais altas e falhas de instituições financeiras super alavancadas. A super alavancagem ocorre quando uma empresa toma muito dinheiro emprestado, mas é incapaz de pagar juros ou reembolsos do valor principal, ou manter os pagamentos de suas despesas operacionais.
As taxas de juros nos EUA foram elevadas pelo Federal Reserve Bank (FED, na sigla em inglês) em mais de uma ocasião ao longo do ano passado, e muitos analistas alertam que atualmente estão muito altas, no patamar de 4,5% a 4,75% para evitar que as bolhas financeiras estourem.
Quem é o próximo?
O colapso das ações foi retomado com a negociação de papéis de vários bancos interrompidos devido à volatilidade. A partir do meio-dia, por exemplo, o PacWest Bancorp, Zions Bancorporation, First Republic Bank e Regions Financial não estavam mais negociando até novo aviso.
Como o FED reagiu?
O Federal Reserve, o Tesouro dos EUA e a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) anunciaram no domingo (11) um novo programa de emergência com o objetivo de reforçar a confiança no sistema bancário e proteger os correntistas e investidores dos bancos falidos. Eles permitirão que os depositantes segurados e não segurados dos das instituições em colapso tenham acesso total ao seu dinheiro através de um fundo especial FDIC.
O Fed também anunciou separadamente que disponibilizará financiamento adicional para os bancos em casos de emergência, por meio de um novo Programa de Financiamento a Prazo Bancário.
Medidas para conter a sangria
Traders e analistas afirmam que o pânico já está acelerado e pode levar ainda mais os investidores a transferir fundos de pequenos bancos para o que eles veem como a segurança de grandes credores sistemicamente importantes. Isso drenaria a liquidez deste último e poderia levar à sua queda.
Existe o risco de agravamento?
Governos nos EUA, Grã-Bretanha e Canadá têm tomado medidas extraordinárias para evitar uma potencial crise bancária. O órgão de fiscalização financeira da Alemanha afirmou que a “situação angustiada” da filial alemã da SVB “não representa uma ameaça à estabilidade financeira”. Segundo alguns analistas, não há risco de contágio, já que as autoridades intervieram.
Qual é o pior cenário?
Os investidores podem entrar em pânico, resultando em corridas para saques nos bancos. Como as instituições não têm dinheiro, elas serão forçadas a fechar suas portas e bloquear o acesso dos depositantes às suas contas.
Como os governos não podem proteger todos os investidores, o risco é de uma Grande Depressão ao estilo de 1929 ou pior, com o colapso de todo o sistema financeiro ocidental.
Assim nasceu o Oscar
Crise e escândalos que fizeram nascer o Oscar, a maior premiação do cinema internacional. O Prêmio em 1927, quando um grupo de empresários, preocupados com o futuro de Hollywood, se reuniram para impulsionar a indústria do cinema e, com isso, limpar sua imagem, que começava a sofrer com diversos escândalos.
Influenciadora perde guarda do filho
A influenciadora do TikTok, Savannah Glembin, com cerca de 1,1 milhão de seguidores na rede social, perdeu a guarda de seu filho nos EUA, após postar um vídeo em que sua criança de colo aparece enrolada em plástico-filme do pescoço para baixo, sem poder mexer as mãos e as pernas.
O vídeo viralizou e chamou atenção de milhares de pessoas, muitas das quais preocupadas com as imagens da “brincadeira”. O caso chegou aos serviços de proteção à criança dos EUA, iniciando uma investigação de possível “abuso infantil”. Confira vídeo:
“Ele estava brincando enrolado no plástico, parecia um pepinozinho”, disse Savannah em um vídeo de desculpas que publicou após o ocorrido.
“Não percebi que o que fizemos com nossa criança foi errado até a polícia aparecer”, desabafou a influenciadora em lágrimas.
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