Relatos divulgados por fontes ligadas ao governo israelense indicam crescente preocupação em Tel Aviv com o andamento das negociações entre Estados Unidos e Irã.
Segundo informações publicadas pelo site Ynet, autoridades israelenses avaliam que o país tem pouca capacidade de interferir diretamente no conteúdo do possível entendimento, o que aumenta o desconforto em relação ao processo diplomático.
Um alto funcionário israelense ouvido pela imprensa afirmou que o possível acordo não é visto de forma positiva por diferentes setores políticos e de segurança.
De acordo com ele, há uma percepção de insatisfação com os termos discutidos, já que os impactos seriam desfavoráveis aos interesses israelenses. Outras fontes reforçam a leitura de que Washington estaria avançando sem considerar plenamente as preocupações de Tel Aviv.
Em meio às especulações, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que um memorando de entendimento com o Irã poderia ser assinado ainda no domingo (14).
Em publicação na rede Truth Social, ele afirmou que, após a formalização do documento, o Estreito de Ormuz seria reaberto ao tráfego internacional.
Autoridades de países envolvidos na mediação também comentaram o andamento das conversas. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a assinatura seria iminente e que preparativos para uma formalização digital já estavam em curso, seguidos de novas rodadas de diálogo entre as partes.
Por outro lado, o governo iraniano adotou um tom mais cauteloso. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou que, embora exista possibilidade de avanço, ainda não há confirmação de assinatura imediata nem data definida para conclusão do entendimento.
De acordo com autoridades iranianas, o processo estaria estruturado em duas etapas: um memorando inicial de entendimento e, posteriormente, negociações mais profundas envolvendo temas sensíveis como o programa nuclear iraniano e a suspensão de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos.
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