O Dia dos Namorados deve impulsionar o comércio brasileiro nesta semana, com aumento no movimento de consumidores em lojas de rua, shoppings, centros comerciais e plataformas digitais.
Considerada uma das datas mais importantes para o varejo no primeiro semestre, a celebração chega com expectativa de forte circulação financeira, apesar dos desafios provocados pela inflação, pelos preços elevados e pela restrição de crédito para parte das famílias.
Segundo Everson Costa, supervisor técnico do Dieese-Pará, o setor comercial se prepara para receber milhões de consumidores nos dias que antecedem a data. A previsão é de que o tíquete médio das compras fique acima de R$ 200.
Entre os itens mais procurados devem estar roupas, acessórios, perfumes, cosméticos, calçados, chocolates e flores. Para consumidores com maior poder de compra, produtos eletrônicos também aparecem entre as opções de presente.
De acordo com levantamento citado pelo especialista, cerca de 70% dos consumidores demonstram intenção de comprar algum item relacionado ao Dia dos Namorados.
Para o comércio, o dado reforça uma perspectiva positiva, especialmente em um momento de melhora no emprego e na renda.
Ainda assim, o cenário exige atenção, já que a inflação continua pressionando o orçamento doméstico e a inadimplência limita o acesso ao crédito.
A pesquisa também aponta que 61% dos consumidores pretendem comprar presentes para a data. A estimativa é de que o Dia dos Namorados movimente mais de R$ 26 bilhões no comércio, beneficiando desde grandes redes varejistas até pequenos negócios e vendedores online.
Entre as pessoas que devem ser presenteadas, os cônjuges aparecem na liderança, mencionados por 58% dos entrevistados.
Namorados e namoradas foram citados por 33%. Os números mostram que a data mobiliza não apenas casais em fase de namoro, mas também pessoas casadas e relacionamentos mais consolidados.
O levantamento indica ainda que os principais motivos para celebrar o Dia dos Namorados estão ligados ao desejo de agradar a pessoa amada e ao significado afetivo da data.
Para muitos consumidores, o presente funciona como uma demonstração de carinho, reconhecimento e cuidado, mesmo quando o orçamento exige escolhas mais planejadas.
Em Belém, comerciantes relatam que o movimento começou de forma discreta no início de junho. A expectativa, porém, é de crescimento nos próximos dias, principalmente na véspera e no dia da comemoração.
A compra de última hora costuma ser comum nesse período e pode ampliar o fluxo de clientes nas lojas.
Além do comércio tradicional, bares, restaurantes, floriculturas, chocolaterias, perfumarias e serviços voltados a experiências também devem registrar aumento na demanda.
Muitos casais aproveitam a data para comemorações fora de casa, o que amplia o impacto econômico para além das lojas de presentes.
Apesar do otimismo, os lojistas acompanham de perto o comportamento do consumidor. A busca por promoções, parcelamentos, descontos e produtos com melhor custo-benefício deve influenciar as decisões de compra.
Para atrair o público, comerciantes apostam em vitrines temáticas, kits especiais, facilidades de pagamento, atendimento reforçado e campanhas nas redes sociais.
O Dia dos Namorados deve movimentar o varejo de forma expressiva, mas também evidencia os cuidados do consumidor diante da realidade econômica.
A intenção de presentear segue alta, porém muitos brasileiros devem comparar preços, pesquisar alternativas e ajustar as escolhas ao próprio orçamento.
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