Um sargento da Polícia Militar do Rio de Janeiro morreu na manhã desta segunda-feira (1º) após ser baleado durante uma operação na comunidade Faz Quem Quer, em Rocha Miranda, na Zona Norte da capital fluminense.
O caso reforça a preocupação com a violência enfrentada por agentes de segurança pública no estado.
O policial, identificado como Adriano Pereira de Souza, de 36 anos, integrava uma equipe do 9º Batalhão da PM que realizava uma ação de combate ao crime organizado na região. Durante a operação, houve confronto armado e o militar foi atingido por um disparo na cabeça.
Após o ataque, o sargento foi socorrido por uma aeronave da corporação e encaminhado ao Hospital Central da Polícia Militar, localizado no Estácio.
Apesar dos esforços das equipes médicas, ele não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado na unidade de saúde.
Segundo informações da corporação, a operação tinha como objetivo combater atividades criminosas e remover barricadas instaladas por traficantes para dificultar a entrada das forças de segurança na comunidade.
Durante a ação, os policiais apreenderam um fuzil e uma pistola. No entanto, nenhum suspeito foi detido até o momento.
Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte do agente e manifestou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de trabalho. Adriano deixa dois filhos.
A morte do sargento ocorre poucos dias após outro caso semelhante envolvendo um integrante da corporação.
Na última quinta-feira (29), o subtenente André Luiz Cardoso Eccard morreu após ser atingido por disparos de fuzil durante uma ação policial na comunidade da Covanca, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.
De acordo com as investigações, criminosos em uma motocicleta efetuaram disparos contra a equipe policial. Além de Eccard, outros agentes também ficaram feridos durante o ataque.
O subtenente tinha 49 anos e ingressou na Polícia Militar em 2000. Ele atuava no Grupamento de Ações Táticas (GAT) da unidade responsável pelo patrulhamento da região.
Dados divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado apontam que a violência contra profissionais das forças de segurança permanece em níveis elevados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Desde o início de 2026, 51 agentes foram baleados em diferentes ocorrências.
Desse total, 22 morreram em decorrência dos ferimentos, enquanto 29 sobreviveram. Entre os policiais militares, a morte de Adriano Pereira de Souza elevou para 18 o número de PMs mortos a tiros neste ano. Outros 23 integrantes da corporação foram feridos por disparos e sobreviveram.
Os números evidenciam os desafios enfrentados diariamente pelas forças de segurança no combate à criminalidade e reforçam o debate sobre medidas voltadas à proteção dos agentes que atuam nas áreas de maior risco do estado.
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