O Banco Central do Brasil afirmou nesta segunda-feira (25) que a crise envolvendo o Banco Master não comprometeu a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A avaliação foi apresentada em relatório divulgado pela autoridade monetária, que aponta manutenção da solidez do setor bancário mesmo após a liquidação da instituição.
Segundo o Banco Central, os indicadores de rentabilidade do sistema financeiro permaneceram praticamente estáveis durante o segundo semestre do ano passado, demonstrando capacidade de resistência diante do episódio.
O documento também destaca que os testes de estresse e liquidez realizados pelo órgão confirmaram a robustez das instituições financeiras brasileiras.
De acordo com a análise apresentada, a liquidação extrajudicial do conglomerado não provocou efeitos sistêmicos relevantes no mercado.
Os recursos devolvidos aos clientes por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) teriam sido direcionados principalmente para bancos de maior porte, reduzindo riscos de instabilidade financeira.
O economista Cesar Bergo avaliou que o impacto limitado já era esperado em razão do porte reduzido do Banco Master quando comparado às maiores instituições do sistema bancário nacional.
Apesar disso, ele apontou falhas regulatórias e de fiscalização como fatores que permitiram o avanço das irregularidades investigadas.
Segundo Bergo, as fraudes atribuídas ao banco provocaram prejuízos expressivos, incluindo perdas bilionárias suportadas pelo Fundo Garantidor de Créditos.
Investidores com valores superiores ao limite de cobertura do FGC ainda aguardam o andamento do processo de liquidação para saber se conseguirão recuperar integralmente seus recursos.
O Banco Master entrou em liquidação extrajudicial em novembro do ano passado após investigações relacionadas à Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras. A operação também resultou na prisão do empresário Daniel Vorcaro, apontado como responsável pela instituição.
O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades financeiras e órgãos de investigação, enquanto investidores e credores aguardam os próximos desdobramentos do processo de liquidação do banco.
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