O governo brasileiro levou à comunidade internacional uma proposta que busca estabelecer diretrizes globais para o controle da venda e da publicidade de alimentos ultraprocessados, especialmente aqueles voltados ao público infantil e adolescente.
A iniciativa foi apresentada durante reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra e divulgada pelo Ministério da Saúde.
A proposta foi defendida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante a Assembleia Mundial da Saúde, e tem como foco a criação de regras mais rígidas para a divulgação desses produtos, incluindo restrições à publicidade direcionada a crianças e adolescentes.
Entre os pontos centrais do texto estão a limitação de estratégias de marketing digital, como uso de influenciadores, jogos publicitários, personalização de anúncios com base em dados de usuários e conteúdos patrocinados em plataformas digitais.
O governo também propõe mecanismos de monitoramento mais amplos sobre o consumo desses alimentos em diferentes países.
Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa responde ao avanço dos índices de sobrepeso e obesidade no mundo, especialmente entre crianças e adolescentes.
Dados da pasta indicam que, no Brasil, metade desse público poderá estar acima do peso ou com obesidade até 2040, caso as tendências atuais se mantenham.
A proposta brasileira será analisada pelos países-membros da OMS e pode entrar em discussão formal em futuras rodadas da assembleia, com possibilidade de votação prevista para 2027.
O debate ocorre em um contexto de crescente preocupação internacional com os impactos dos ultraprocessados na saúde pública, diante do aumento do consumo desses produtos e da associação com doenças crônicas relacionadas à alimentação inadequada.
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