A arrecadação do governo federal registrou forte crescimento em abril e alcançou o maior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1995.
O desempenho foi impulsionado pela expansão da atividade econômica, pela melhora do mercado de trabalho e pelo avanço das receitas ligadas ao setor de petróleo.
De acordo com dados divulgados pela Receita Federal do Brasil, o governo arrecadou R$ 278,8 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas em abril, com alta real de 7,82% em relação ao mesmo mês do ano anterior, já descontada a inflação.
No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação chegou a R$ 1,05 trilhão, também o maior valor já registrado para o período, com crescimento real de 5,41% na comparação com 2025.
Entre os principais componentes do resultado estão o Imposto de Renda de Pessoas Jurídicas (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além de receitas previdenciárias que refletem o aumento da formalização do mercado de trabalho.
Segundo a Receita Federal, o desempenho está diretamente ligado ao maior dinamismo da economia, com expansão do emprego formal e aumento da massa salarial, o que eleva as contribuições ao sistema previdenciário.
Outro fator relevante foi o crescimento da arrecadação ligada ao setor de petróleo e gás natural, que registrou alta expressiva de 541% em abril, alcançando R$ 11,4 bilhões. No acumulado do ano, o avanço chega a 264%.
Esse resultado está associado à valorização internacional do petróleo, influenciada por tensões geopolíticas e conflitos no Oriente Médio, o que elevou o preço do barril e aumentou a arrecadação de tributos e royalties.
Com esses fatores, o desempenho fiscal do governo no primeiro quadrimestre atingiu patamar recorde, reforçando a tendência de crescimento da arrecadação ao longo de 2026.
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