Em meio a um cenário de tensões geopolíticas e negociações comerciais simultâneas em diferentes regiões do mundo, o comércio internacional de petróleo e as articulações diplomáticas entre grandes potências voltaram ao centro das atenções nesta quarta-feira (20).
Três superpetroleiros retomaram a passagem pelo Estreito de Ormuz após mais de dois meses de interrupção, provocada pela guerra envolvendo o Irã na região do Golfo Pérsico.
As embarcações transportam cerca de seis milhões de barris de petróleo, e a reabertura da rota ocorre sob preocupação com a possibilidade de novos ataques na área estratégica.
No campo diplomático, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está disposto a abrir espaço para negociações com o Irã e disse não ter pressa para encerrar o conflito.
Em resposta, o parlamento iraniano declarou que o país não aceitará pressões externas. Paralelamente, o Reino Unido anunciou um acordo comercial estimado em US$ 5 bilhões com países do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos.
Nas relações entre Estados Unidos e Cuba, o secretário de Estado Marco Rubio declarou apoio a uma “nova relação” entre Washington e o povo cubano, em discurso em espanhol. Ele criticou o governo de Havana, acusando-o de concentração de riqueza e agravamento da crise econômica.
Rubio também anunciou um plano de envio de US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos à população cubana, com apoio da Igreja Católica.
A iniciativa ocorre em meio ao aumento da pressão norte-americana sobre Cuba e à divulgação de uma acusação contra o ex-presidente Raúl Castro relacionada a um caso envolvendo a queda de aeronaves civis em 1996.
No cenário econômico, Estados Unidos e China avançaram em negociações para reduzir tarifas que impactam bilhões de dólares em comércio bilateral.
O entendimento inclui possíveis cortes recíprocos e medidas como a retomada de registros de exportadores de carne bovina norte-americana e a compra de 200 aeronaves da Boeing pela China. As tratativas ocorrem após uma trégua comercial iniciada em encontros anteriores entre os dois países.
Já na Europa, representantes do Parlamento Europeu e dos Estados-membros chegaram a um acordo provisório para implementar o pacto comercial firmado com os Estados Unidos.
O avanço ocorre após pressão norte-americana relacionada a tarifas sobre veículos europeus. Pelo acordo, a União Europeia deve reduzir tarifas sobre produtos dos EUA, enquanto os norte-americanos mantêm limite de 15% em sobretaxas sobre mercadorias europeias, com implementação ainda sujeita à aprovação final no bloco.
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