A proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 voltou a ganhar destaque no Congresso Nacional nesta quarta-feira (20), após novas declarações da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) sobre possíveis alterações na PEC em discussão.
Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, a parlamentar afirmou que o governo não pretende aceitar emendas que resultem em aumento da carga horária ou que incluam mecanismos como desoneração da folha de pagamento.
Segundo ela, o objetivo central da proposta é ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores sem ampliar a jornada.
Erika Hilton também criticou sugestões apresentadas por parlamentares da oposição e de outros partidos que defendem regras de transição mais longas, incluindo prazos que poderiam chegar a até dez anos para a implementação completa das mudanças. Para a deputada, esse tipo de proposta pode alterar o propósito original da PEC.
Apesar das críticas, a parlamentar afirmou que há espaço para ajustes pontuais no texto durante a tramitação, especialmente por meio de negociações coletivas e eventuais medidas de compensação tributária para setores específicos. Ainda assim, reforçou que não há abertura para mudanças que resultem em maior carga de trabalho.
Na avaliação da deputada, a redução da jornada não traria prejuízos econômicos. Ela citou estimativas do Dieese que apontam a possibilidade de geração de milhões de empregos, além de impactos positivos relacionados à saúde dos trabalhadores e à produtividade.
O debate ocorre enquanto seguem sendo analisadas emendas à PEC, incluindo uma proposta que prevê transição gradual de até dez anos para o fim da escala 6×1, apoiada por diferentes parlamentares no Congresso.
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