A produção do artista plástico Vik Muniz será novamente exibida em grande escala no Rio de Janeiro a partir do dia 20, quando o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro abre ao público a exposição “Vik Muniz – A olho nu”.
A mostra, que já passou por Recife e Salvador em 2025, chega à capital fluminense ampliada e com obras inéditas, reunindo o que é considerada a maior retrospectiva da carreira do artista.
Com entrada gratuita até 7 de setembro, a exposição ficará aberta de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h, com retirada de ingressos na bilheteria ou por meio de plataforma digital.
Nas cidades anteriores, o projeto atraiu mais de 150 mil visitantes, reforçando o interesse do público pela obra do artista brasileiro reconhecido internacionalmente.
A mostra reúne cerca de 250 trabalhos entre fotografias e esculturas, abrangendo mais de quatro décadas de produção artística. Segundo o curador Daniel Rangel, o conjunto apresenta tanto séries iniciais quanto obras mais recentes, incluindo peças que não haviam sido exibidas anteriormente nas outras cidades.
O conceito da exposição busca aproximar o público do processo criativo de Vik Muniz, conhecido por utilizar materiais inusitados como chocolate, brinquedos, lixo reciclável e revistas para construir suas imagens. Essa abordagem contribui para tornar a experiência mais acessível e envolvente, aproximando a arte de referências populares.
Entre as novidades apresentadas no Rio está uma instalação de grandes dimensões da série “Museu de Cinzas”, criada em parceria com o Museu Nacional.
A obra utiliza materiais relacionados ao incêndio ocorrido em 2018 e simboliza a reconstrução de parte do acervo perdido, incorporando elementos como cinzas do próprio material destruído.
Outra peça inédita é um grande tapete circular inspirado na obra “Medusa Marinara”, além de uma escultura monumental da série “Veículos Mnemônicos”, que recria um automóvel em escala real a partir de um brinquedo de infância do artista.
Ao todo, a exposição no Rio reúne 43 séries diferentes, incluindo trabalhos interativos, recriações e novas edições produzidas especialmente para esta etapa da mostra.
Entre as séries adicionais estão “Principia”, “Verso”, “Colônias” e “Os Arquivos de Weimar”, ampliando o recorte da trajetória artística apresentada ao público.
Segundo o curador, a montagem carioca também funcionou como estímulo para novas criações do artista, que revisitou projetos antigos e desenvolveu obras inéditas durante o processo de preparação da exposição, reforçando o caráter dinâmico da retrospectiva.
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