O Irã anunciou nesta terça-feira (12) a ampliação da área sob monitoramento militar no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio internacional de petróleo.
A medida ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e ao endurecimento das restrições impostas na região.
Segundo Mohammad Akbarzadeh, integrante das Forças Navais da Guarda Revolucionária iraniana, a zona operacional controlada pelo país deixou de abranger apenas áreas próximas às ilhas de Ormuz e Hengam e passou a alcançar aproximadamente 500 quilômetros de extensão.
De acordo com o militar, a nova área se estende desde as regiões costeiras iranianas de Jask e Sirik até além da ilha de Tunb. Akbarzadeh afirmou que o Estreito de Ormuz “deixou de ser uma faixa limitada” e passou a representar uma ampla zona estratégica sob controle iraniano.
O representante das forças armadas declarou ainda que Teerã acompanha toda a movimentação marítima da região e reforçou que o país não aceitará interferências externas em suas águas territoriais nem em seus interesses estratégicos.
A escalada acontece mesmo após a trégua anunciada em abril entre Irã e Estados Unidos, após semanas de confrontos e ameaças mútuas. Apesar da redução temporária das hostilidades, o ambiente segue instável devido ao fracasso das negociações diplomáticas e ao aumento das restrições marítimas.
Na segunda-feira (11), autoridades iranianas voltaram a alertar navios petroleiros e embarcações comerciais para que não atravessem o Estreito de Ormuz sem autorização prévia das forças militares do país.
O governo iraniano mantém um bloqueio parcial da rota marítima como resposta às ações militares conduzidas anteriormente pelos Estados Unidos e por Israel. Além disso, Teerã discute a criação de tarifas para embarcações que utilizem o estreito.
Do lado norte-americano, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que continua aplicando medidas de bloqueio naval contra o Irã por determinação do presidente Donald Trump.
Segundo o órgão, dezenas de navios mercantes já foram desviados desde abril e algumas embarcações foram impedidas de acessar portos iranianos.
O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para a economia global por concentrar parte significativa do transporte marítimo de petróleo e gás natural do mundo.
Qualquer instabilidade na região costuma impactar diretamente os preços internacionais da energia e aumentar preocupações sobre inflação e abastecimento global.
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