A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu afastar oficialmente o deputado estadual Thiago Rangel do exercício do mandato após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi anunciada nesta terça-feira (12) pela Mesa Diretora da Casa, depois que a Primeira Turma do STF manteve a prisão preventiva do parlamentar, investigado em desdobramentos da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal.
Além do afastamento, a Alerj informou que o gabinete de Thiago Rangel será destituído e que o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar abrirá procedimento disciplinar para apurar a conduta do deputado. A Procuradoria da Assembleia também analisa os trâmites legais para a convocação do suplente que ocupará a vaga deixada pelo parlamentar durante o período de afastamento.
Thiago Rangel foi preso na última semana durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, investigação que apura um suposto esquema de fraudes em contratos e licitações ligados à Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Segundo os investigadores, a organização criminosa teria atuado no direcionamento de contratos públicos e no desvio de recursos destinados à área educacional.
A decisão do STF também impediu que a própria Assembleia Legislativa deliberasse sobre uma eventual revogação da prisão do deputado. O entendimento do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado pela Primeira Turma da Corte, foi o de que as prerrogativas parlamentares estaduais não poderiam ser utilizadas para suspender medidas cautelares determinadas pelo Supremo em investigação criminal.
Nos bastidores da política fluminense, o caso amplia a crise institucional enfrentada pela Alerj nos últimos meses. A Operação Unha e Carne já havia atingido figuras centrais da política estadual, incluindo o ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, investigado em etapas anteriores da mesma operação.
A expectativa é de que a convocação do suplente seja oficializada nos próximos dias, após parecer jurídico da Procuradoria da Assembleia. O nome mais cotado para assumir a vaga é o de Wellington José, ligado ao Podemos, legenda pela qual Thiago Rangel foi eleito em 2022 antes de migrar para o Avante.
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