O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou ao centro das atenções nesta segunda-feira (27) após o cancelamento de uma audiência marcada em seu julgamento por corrupção. O comparecimento estava previsto para ocorrer após cerca de seis semanas de adiamentos, mas a sessão foi suspensa aproximadamente 90 minutos antes do horário previsto.
Segundo informações divulgadas pela imprensa israelense, o advogado de Netanyahu, Amit Hadad, informou ao tribunal que o cancelamento ocorreu por “motivos de segurança”. Nenhum detalhe adicional foi apresentado publicamente até o momento.
Netanyahu é o primeiro chefe de governo da história de Israel a responder criminalmente no cargo. O processo, iniciado a partir de acusações formalizadas em 2019, envolve suspeitas de fraude, abuso de confiança e suborno.
De acordo com a acusação, o premiê teria recebido presentes de alto valor de empresários, além de supostos benefícios políticos e negociações envolvendo cobertura favorável na mídia. Netanyahu nega todas as acusações e afirma que o processo tem motivação política.
O caso segue sendo um dos temas mais sensíveis da política israelense e amplia a polarização no país. Aliados do primeiro-ministro classificam o julgamento como perseguição, enquanto opositores defendem o avanço do processo judicial.
Outro ponto que ganhou destaque nos últimos meses foi o pedido de indulto presidencial apresentado por Netanyahu no fim de novembro de 2025. Apesar disso, relatos da imprensa internacional indicam que o presidente de Israel não pretende conceder perdão em curto prazo.
A nova suspensão da audiência aumenta a expectativa sobre os próximos passos do tribunal e sobre os impactos políticos do julgamento, em meio a um momento delicado para o governo israelense.
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