A crise em torno do controle do Estreito de Ormuz ganhou novos contornos após aliados históricos dos Estados Unidos recusarem participação direta no bloqueio naval anunciado por Washington.
A decisão evidencia divergências entre potências ocidentais sobre como reagir à escalada de tensões no Oriente Médio.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que seu governo não participará de ações militares ofensivas. Segundo ele, apesar das pressões, o país não pretende se envolver diretamente em um possível conflito.
Ainda assim, forças britânicas devem permanecer na região com atuação defensiva, incluindo monitoramento e proteção de rotas.
Na mesma linha, o presidente da França, Emmanuel Macron, sugeriu a realização de uma conferência internacional para buscar alternativas diplomáticas.
A proposta inclui a criação de uma missão multinacional com caráter defensivo, focada na garantia da liberdade de navegação, mas sem participação em confrontos.
Outro aliado estratégico, o Japão, também adotou postura cautelosa. O chefe de gabinete Minoru Kihara destacou a importância do diálogo como caminho para reduzir as tensões, ressaltando que a segurança marítima deve ser buscada por vias diplomáticas.
As recusas geraram reação do presidente Donald Trump, que criticou publicamente os aliados e chegou a mencionar a possibilidade de rever compromissos com a OTAN.
O bloqueio proposto pelos EUA prevê restringir embarcações ligadas ao Irã, mantendo a circulação para navios de outras origens.
A China também se manifestou, defendendo que a solução para a crise passa, прежде de tudo, pela redução das hostilidades. O porta-voz Guo Jiakun afirmou que a estabilidade na região depende diretamente do fim do conflito.
Enquanto isso, o Irã intensificou o tom e voltou a alertar para possíveis retaliações caso seus portos sejam ameaçados, além de reforçar o controle sobre o estreito.
Paralelamente, Rússia e China vetaram no Conselho de Segurança da ONU uma proposta que autorizaria o uso da força para reabrir a rota marítima.
O impasse já traz reflexos econômicos. O petróleo tipo Brent voltou a se aproximar dos US$ 100 por barril, diante das preocupações com o abastecimento global.
Antes da crise, cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo passava diariamente pelo Estreito de Ormuz, reforçando a importância estratégica da região.
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