A Hungria realiza neste domingo (12) eleições legislativas que podem redefinir o cenário político do país após mais de uma década de domínio do mesmo grupo no poder.
O pleito vai escolher os 199 deputados da Assembleia Nacional da Hungria, responsável pela definição do próximo primeiro-ministro.
O atual chefe de governo, o primeiro-ministro Viktor Orbán, está no poder há 16 anos e chega à disputa sob crescente pressão política.
Pesquisas recentes indicam a possibilidade de uma mudança no comando do governo, impulsionada pelo avanço da oposição.
O principal adversário é Péter Magyar, representante de um movimento de centro-direita que aparece à frente em alguns levantamentos eleitorais mais recentes. Apesar disso, o cenário permanece indefinido, com alto número de eleitores indecisos.
Outro fator que pode influenciar o resultado é o voto de comunidades húngaras étnicas em países vizinhos, que historicamente tendem a apoiar o partido governista Fidesz, liderado por Orbán.
A eleição ocorre em meio a desafios econômicos internos, como estagnação econômica, aumento do custo de vida e críticas relacionadas ao enriquecimento de aliados políticos. Esses fatores têm contribuído para o desgaste do governo e fortalecido o discurso da oposição.
Entre as propostas apresentadas, Péter Magyar defende medidas de combate à corrupção, desbloqueio de recursos da União Europeia, reforma do sistema de saúde e maior tributação sobre os mais ricos.
Na política externa, propõe reduzir a dependência energética e política em relação à Rússia e aproximar a Hungria das diretrizes da União Europeia.
A votação é acompanhada de perto por países europeus e observadores internacionais, já que a Hungria ocupa posição estratégica dentro da União Europeia e mantém uma política externa considerada singular, especialmente em relação à guerra na Ucrânia e às relações com a Rússia.
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