A tensão no Oriente Médio atingiu um novo nível neste domingo (29), após o Irã afirmar que poderá atacar diretamente residências de autoridades e comandantes dos Estados Unidos e de Israel.
A declaração foi feita por Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general Khatam al-Anbiya, principal estrutura de comando das Forças Armadas iranianas, que classificou esses locais como “alvos legítimos” em meio à escalada do conflito.
O posicionamento representa uma mudança relevante na condução da guerra, que até então vinha sendo marcada por ataques a bases militares, centros estratégicos e instalações energéticas. Agora, a ameaça amplia o foco para lideranças políticas e militares, elevando o risco de ações diretas e seletivas.
A crise atual teve início em 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, atingindo instalações militares, centros de comando e figuras importantes do regime.
Desde então, o conflito se expandiu rapidamente. Em resposta, Teerã lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e bases americanas em diversos países do Oriente Médio, ampliando o alcance geográfico da guerra.
O cenário também inclui medidas estratégicas que impactam diretamente a economia global. Entre elas, o bloqueio do estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, aumentando a pressão sobre os preços da energia e os mercados internacionais.
Além das ações militares, o discurso iraniano tem se mantido firme contra qualquer tentativa de negociação. Autoridades do país já indicaram que não aceitarão acordos nas condições propostas pelos Estados Unidos e que a guerra só será encerrada conforme seus próprios termos.
Enquanto isso, Israel e os Estados Unidos sinalizam que podem intensificar as operações, mantendo a ofensiva ativa e ampliando o risco de novos confrontos em larga escala.
Analistas internacionais avaliam que a ameaça de atingir residências de autoridades representa uma escalada perigosa, pois rompe padrões tradicionais de guerra e pode desencadear ataques direcionados fora de zonas militares.
O cenário atual é considerado um dos mais críticos da geopolítica recente, com potencial de expansão regional, impacto direto na economia global e aumento significativo da instabilidade internacional.
*Compartilhe este conteúdo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Estado do Rio.












