Durante participação na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada em Dallas, nos Estados Unidos, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou que seu grupo político tem como objetivo conquistar a vitória nas próximas eleições no Brasil e implementar medidas como a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em seu discurso, ele destacou que a possível anistia seria uma das prioridades caso seu campo político retorne ao poder. A declaração foi bem recebida pelo público presente, formado por lideranças conservadoras de diversos países.
Eduardo também direcionou críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, defendendo a abertura de um processo de impeachment contra o magistrado.
Segundo ele, decisões judiciais estariam restringindo sua atuação, incluindo, de acordo com suas alegações, o cancelamento de seu passaporte e o bloqueio de contas bancárias.
O ex-parlamentar afirmou ainda que poderia enfrentar prisão caso retorne ao Brasil, em razão de declarações críticas feitas ao ministro, a quem acusou de violar direitos fundamentais.
A participação ocorreu em um painel intitulado “Essa é para George Soros”, no qual Eduardo dividiu espaço com nomes do cenário conservador internacional, como a ex-primeira-ministra do Reino Unido Liz Truss.
Em tom descontraído, ele também mencionou o senador Flávio Bolsonaro como possível futuro presidente do Brasil.
O evento contou ainda com a presença de Matt Schlapp, que ressaltou a aproximação entre lideranças conservadoras brasileiras e norte-americanas nos últimos anos, incluindo apoio político ao presidente Donald Trump.
A CPAC é considerada um dos principais encontros do conservadorismo global, reunindo políticos, ativistas e influenciadores alinhados à direita, funcionando como espaço estratégico para articulação política e troca de experiências entre seus participantes.
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