Um estudo científico publicado em 23 de março revelou que o submarino nuclear soviético K-278 Komsomolets, afundado em 1989, continua liberando material radioativo no fundo do Mar da Noruega. O caso reacende preocupações sobre os impactos ambientais de estruturas nucleares remanescentes da Guerra Fria.
A embarcação afundou após um incêndio a bordo que resultou na morte de 42 tripulantes. Atualmente, o submarino repousa a cerca de 1.680 metros de profundidade e transportava um reator nuclear, além de dois torpedos com aproximadamente 12 quilos de plutônio.
A pesquisa foi conduzida por cientistas especializados em radioecologia marinha, que analisaram dados coletados por meio de um veículo operado remotamente. Os resultados indicaram a presença de elementos radioativos como césio, estrôncio, urânio e plutônio liberados do casco em processo de corrosão.
Os pesquisadores observaram que os níveis de radiação detectados nas proximidades do submarino são significativamente superiores aos normalmente encontrados no ambiente marinho. Apesar disso, os dados apontam que a concentração diminui rapidamente a poucos metros da estrutura, reduzindo o impacto imediato no ecossistema ao redor.
Ainda assim, especialistas alertam que a corrosão contínua do reator nuclear pode comprometer a integridade da embarcação ao longo do tempo, o que reforça a necessidade de monitoramento permanente.
Outro ponto de preocupação envolve o chamado Domo de Runit, localizado nas Ilhas Marshall, no Oceano Pacífico. A estrutura de concreto foi construída para conter resíduos radioativos provenientes de testes nucleares realizados pelos Estados Unidos durante o século passado.
Pesquisadores identificaram rachaduras na estrutura e apontam que o aumento do nível do mar e a intensificação de tempestades podem representar riscos adicionais de dispersão de material radioativo no ambiente.
Os estudos reforçam que estruturas nucleares da era da Guerra Fria continuam exigindo atenção científica e acompanhamento constante, especialmente diante de mudanças climáticas que podem aumentar a vulnerabilidade dessas áreas.
Especialistas destacam que o monitoramento contínuo é essencial para avaliar possíveis impactos ambientais e compreender os riscos associados a resíduos radioativos que permanecem ativos por milhares de anos.
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