O governo do presidente Donald Trump ingressou com uma ação judicial contra a Universidade Harvard na sexta-feira (20), acusando a instituição de falhar na proteção de estudantes judeus e israelenses dentro do campus. A informação foi divulgada pela Reuters.
Na ação, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos sustenta que Harvard teria demonstrado “indiferença deliberada” diante de casos de assédio contra esses grupos, além de ignorar denúncias específicas relacionadas ao tema.
Segundo o processo, essa postura teria gerado um ambiente hostil dentro da universidade. O documento afirma que a conduta da instituição transmitiu à comunidade judaica e israelense a mensagem de exclusão, comprometendo o acesso igualitário às oportunidades acadêmicas.
A ofensiva judicial pede indenização de bilhões de dólares, embora o valor exato não tenha sido detalhado publicamente.
Harvard, por sua vez, rejeitou as acusações e classificou a ação como uma medida “espúria e retaliatória”. A universidade afirma que o governo tenta interferir em sua autonomia institucional após a recusa em aceitar exigências federais.
Outras instituições de ensino superior também se manifestaram em apoio à universidade, destacando o histórico de ações voltadas ao combate ao antissemitismo e à promoção de um ambiente inclusivo.
O embate ocorre em meio ao aumento das tensões nos campi universitários dos Estados Unidos após a eclosão da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023. Desde então, universidades como Harvard, Universidade Columbia e instituições do sistema da Universidade da Califórnia passaram a ser alvo de críticas políticas.
Trump e aliados acusam essas universidades de favorecerem discursos alinhados à esquerda e de não garantirem a segurança de estudantes judeus. Já as instituições afirmam que vêm adotando medidas para equilibrar liberdade de expressão e proteção à comunidade acadêmica.
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