Durante encontro de chanceleres realizado em Bogotá, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que a América Latina e o Caribe atravessam um momento sensível e defendeu o fortalecimento da cooperação entre os países da região. A reunião ocorreu na sexta-feira (20), no âmbito da CELAC.
Ao analisar o cenário regional, o chanceler destacou que episódios recentes remetem a períodos de interferência externa, alertando para os riscos desse tipo de atuação.
Segundo ele, a história demonstra que intervenções externas trouxeram consequências negativas e não representam solução para os desafios atuais.
Vieira ressaltou que temas como migração, crime transnacional e mudanças climáticas exigem respostas coordenadas entre os países. Para o ministro, medidas unilaterais ou coercitivas não são eficazes. “Exigem concertação de interesses, não imposição de vontades”, afirmou.
O chanceler também reiterou a posição do Brasil contrária a bloqueios unilaterais, manifestando apoio à Cuba. Ele reforçou a crítica histórica ao embargo imposto ao país e expressou solidariedade ao povo cubano.
Durante sua fala, Vieira destacou ainda o papel da CELAC como espaço estratégico de articulação política e cooperação regional, defendendo a integração como forma de reduzir vulnerabilidades diante de pressões externas.
Como exemplo, citou o Mercosul, mencionando avanços recentes, incluindo acordos comerciais com parceiros internacionais.
Por fim, o ministro enfatizou a importância do fortalecimento do multilateralismo e das Organização das Nações Unidas.
Nesse contexto, mencionou a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet ao cargo de secretária-geral da ONU, apoiada por Brasil, Chile e México, como uma oportunidade de ampliar a presença latino-americana nos espaços globais de decisão.
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