O aumento da tensão no Oriente Médio se intensificou nesta quarta-feira (11), após o Irã atacar três navios mercantes no Golfo Pérsico e emitir alerta de que o preço do petróleo pode atingir US$ 200 por barril caso a instabilidade regional continue. O comando militar iraniano informou que os alvos incluíram instalações ligadas a Israel e aos Estados Unidos.
De acordo com Ebrahim Zolfaqari, porta-voz das Forças Armadas do Irã, os ataques foram uma retaliação às ações de Washington e Tel Aviv, e o país promete atingir bancos que mantenham negócios com essas nações. Civis na região foram orientados a se manter afastados de instituições financeiras.
Apesar dos bombardeios intensos realizados por EUA e Israel, o Irã continua reagindo com lançamentos de mísseis contra bases americanas no norte do Iraque, a sede naval dos EUA no Bahrein e alvos em Israel. Explosões foram registradas no Bahrein, e quatro pessoas ficaram feridas em Dubai após a queda de drones próximos ao aeroporto.
O conflito já afetou a navegação no Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do petróleo mundial, com 14 embarcações danificadas desde o início da guerra. Entre os navios atingidos estão cargueiros de bandeira tailandesa, japonesa e das Ilhas Marshall.
Os mercados de petróleo registraram forte volatilidade: os preços chegaram a quase US$ 120 por barril no início da semana, mas recuaram para cerca de US$ 90, refletindo a esperança de investidores de que os EUA consigam encerrar rapidamente os confrontos.
No lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a operação continuará “sem limite de tempo” até que todos os objetivos sejam alcançados. Desde o início da ofensiva aérea, em 28 de fevereiro, mais de 1.300 civis iranianos morreram, além de registros de mortes em Israel, Líbano e entre militares americanos.
O conflito também gerou impactos humanitários, com milhares de pessoas deixando Teerã devido a ataques noturnos e incêndios, e o Departamento de Aviação Civil do Bahrein precisou realocar voos para garantir a segurança aérea. A escalada indica risco de interrupção prolongada no fornecimento global de energia e instabilidade econômica internacional.
*Compartilhe esta reportagem do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












