O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou que a ofensiva militar contra o Irã deve continuar até que o país aceite uma rendição incondicional. A afirmação foi feita em entrevista exibida no domingo (8) pela emissora americana CBS News.
Segundo Hegseth, a estratégia segue a orientação do presidente Donald Trump. Ele afirmou que forças americanas já realizaram ataques contra cerca de três mil alvos dentro do território iraniano e que a pressão militar continuará até que Teerã perca a capacidade de reagir.
De acordo com o secretário, a determinação da Casa Branca será executada independentemente da posição pública do governo iraniano.
“Isto é guerra. Isto é conflito. Trata-se de colocar o inimigo de joelhos”, afirmou. Ele também indicou que as operações militares devem se intensificar nos próximos dias, acrescentando que a atual fase do conflito representa apenas o início da campanha.
Hegseth também rejeitou a interpretação de que Israel teria levado os Estados Unidos a entrar no conflito. Segundo ele, a decisão de participar da ofensiva foi tomada com base nos interesses estratégicos americanos.
O secretário afirmou ainda que o governo dos EUA considera o Irã uma ameaça persistente. “Eles têm ambições nucleares constantes e representam um risco há décadas”, disse.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de ampliar a presença militar, Hegseth não descartou o envio de tropas terrestres para o território iraniano. Segundo ele, o país está preparado para avançar militarmente “até onde for necessário” para alcançar seus objetivos.
O chefe do Pentágono também reconheceu que o conflito já resultou em baixas entre militares americanos. De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, ao menos oito soldados morreram até o momento. Hegseth afirmou que novas perdas podem ocorrer, mas disse que isso não altera a estratégia militar.
Escalada do conflito
A atual escalada militar começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel realizaram uma ofensiva conjunta contra alvos no Irã. Explosões foram registradas em várias regiões da capital, Teerã, após o lançamento de mísseis e bombardeios.
Na ocasião, o presidente Donald Trump confirmou a participação americana na operação e afirmou que os ataques seriam ampliados.
Durante os bombardeios iniciais, o então líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morreu junto com altos integrantes do governo e das forças militares do país.
Em resposta à ofensiva, o Irã lançou diversas ondas de mísseis balísticos contra território israelense e também contra bases militares americanas instaladas em países do Oriente Médio.
Até agora, autoridades locais indicam que o número de mortos no Irã ultrapassa 1.300 pessoas em decorrência dos ataques.
Repercussão internacional
A ofensiva militar gerou forte reação internacional. Os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, e da China, Wang Yi, classificaram os ataques contra o Irã como “inaceitáveis”.
Os dois diplomatas criticaram a operação militar em meio às negociações que ainda estavam em andamento entre Washington e Teerã sobre o programa nuclear iraniano.
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