O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar publicamente o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ao responsabilizá-lo pela falta de avanços nas negociações de paz entre Ucrânia e Rússia.
Em entrevista publicada pelo Politico, Trump afirmou que Zelensky precisa agir para concluir um acordo e reiterou que acredita que o presidente russo Vladimir Putin estaria disposto a negociar.
Durante a entrevista, Trump afirmou que o líder ucraniano não estaria demonstrando disposição suficiente para avançar nas conversas. O presidente americano também repetiu críticas feitas anteriormente sobre a posição da Ucrânia nas negociações.
As declarações seguem uma linha de comentários semelhantes feitos por Trump nos últimos meses. Em janeiro, ao ser questionado sobre o motivo do impasse nas negociações, o presidente respondeu apenas que o problema era “Zelensky”.
O presidente ucraniano rebateu as acusações na ocasião, afirmando em publicação nas redes sociais que a Ucrânia “nunca foi e nunca será um obstáculo à paz”.
As críticas ocorrem em meio a novas incertezas sobre a continuidade das negociações. A próxima rodada de conversas mediadas pelos Estados Unidos estava prevista para ocorrer nos dias 5 e 6 de março em Abu Dhabi, mas o encontro passou a ser questionado após o agravamento das tensões no Oriente Médio.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as circunstâncias atuais tornam praticamente impossível a realização da reunião na capital dos Emirados Árabes Unidos. O governo ucraniano, por outro lado, declarou que o encontro não foi oficialmente cancelado e que estão sendo avaliadas alternativas de local, como Turquia ou Suíça.
Desde o início do ano, Rússia e Ucrânia participaram de três rodadas de negociações mediadas pelos Estados Unidos. Apesar das conversas, as divergências centrais continuam sem solução.
Moscou exige que a Ucrânia reconheça o controle russo sobre toda a região de Donbas. Kiev, por sua vez, defende a manutenção das atuais linhas de frente e busca garantias internacionais de segurança para evitar novos ataques no futuro.
O governo Trump estabeleceu junho como prazo para tentar alcançar um acordo de paz. A relação entre Trump e Zelensky, no entanto, tem sido marcada por tensões frequentes desde discussões públicas ocorridas em encontros oficiais ao longo do último ano.
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