O conflito militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã abriu uma nova frente de tensão dentro da OTAN. Menos de uma semana após o início das operações, aliados europeus passaram a demonstrar posições diferentes sobre o grau de apoio à ofensiva, revelando divisões internas na aliança.
O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, afirmou que percebe apoio significativo de alguns países europeus às ações militares, mas ressaltou que a organização não participa diretamente da campanha. Segundo ele, o apoio de países membros ocorre apenas de forma logística ou defensiva.
Entre os principais aliados europeus, França, Alemanha e Reino Unido adotaram uma postura intermediária. Os três governos condenaram ataques iranianos contra aliados na região, mas evitaram declarar adesão direta às operações conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel.
A Espanha, no entanto, assumiu a posição mais crítica dentro do bloco. O governo espanhol proibiu o uso das bases militares de Rota e Morón, operadas em parceria com os Estados Unidos, para apoiar a campanha militar.

A decisão obrigou os militares americanos a transferirem cerca de 15 aeronaves, incluindo aviões-tanque, para a base de Ramstein, na Alemanha. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, afirmou que ações militares unilaterais fora do marco das Nações Unidas não possuem um objetivo claro e defendeu moderação.
A resposta do presidente Donald Trump foi dura. Ele ameaçou interromper relações comerciais com a Espanha e sugeriu que os Estados Unidos poderiam utilizar as bases independentemente da autorização espanhola, o que gerou reação imediata do governo de Madri e apoio da Comissão Europeia.
As divergências refletem prioridades diferentes entre os países da OTAN. Enquanto alguns aliados defendem uma postura mais firme contra o Irã, muitos governos europeus permanecem mais concentrados na guerra entre Rússia e Ucrânia e demonstram receio de uma escalada no Oriente Médio.
O Irã também advertiu que qualquer participação direta de países europeus no conflito será considerada um ato de guerra, aumentando ainda mais as preocupações sobre a possibilidade de ampliação da crise.
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