O Oriente Médio enfrenta uma escalada sem precedentes após os bombardeios coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, levantando preocupações globais sobre segurança militar e impactos econômicos internacionais.
Na madrugada de 28 de fevereiro, ataques aéreos atingiram alvos estratégicos em Teerã e outras cidades, resultando na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, do ministro da Defesa e do chefe da Guarda Revolucionária.
Entre os alvos civis, uma escola primária feminina em Minab foi atingida, deixando cerca de 70 crianças mortas.
Motivações do ataque
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a operação, denominada “Fúria Épica”, tinha como objetivo neutralizar ameaças iminentes do Irã e impedir o desenvolvimento de armas nucleares, anunciando a ação após o fracasso das negociações nucleares na Suíça.
Para Benjamin Netanyahu e o governo de Israel, o Irã é considerado o principal adversário estratégico na região. Após enfraquecer o Hamas em Gaza e o Hezbollah no Líbano, Tel Aviv direcionou esforços à infraestrutura militar iraniana.
Armas nucleares no Irã
Apesar das acusações de Washington e Tel Aviv, não há evidências de que o Irã possua armas nucleares. Relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica indicam que o país enriquece urânio até níveis próximos ao militar (60%), mas Teerã afirma que seu programa é exclusivamente civil e destinado à geração de energia, classificando as denúncias como motivadas politicamente.
Controvérsia nos EUA
Os ataques foram realizados sem autorização formal do Congresso norte-americano, reacendendo o debate sobre os limites do poder presidencial. Parlamentares democratas e republicanos afirmaram que foram avisados apenas minutos antes da ofensiva, enquanto a Constituição dos EUA determina que apenas o Congresso pode declarar guerra.
Reações internacionais
O governo Rússia, através do ministro Sergey Lavrov, condenou os ataques, chamando-os de “não provocados” e pedindo cessar-fogo imediato e retorno à diplomacia. A Rússia afirmou estar pronta a agir no Conselho de Segurança da ONU para mediar uma solução baseada no direito internacional.
O BRICS, formado por Brasil, Rússia, China, Índia e outros, criticou a ofensiva como violação do direito internacional e reforçou a defesa da criação de um Estado palestino como medida para estabilizar a região.
Risco no Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 25% do transporte marítimo de petróleo, foi fechado após os ataques, com a Guarda Revolucionária alertando que nenhum navio poderia atravessá-lo sob risco de destruição.
O brigadeiro-general Sardar Ebrahim Jabbar declarou: “Está fechado. Quem quiser atravessar, nossos combatentes incendiarão esses navios. Não venham para esta região.” O bloqueio ameaça provocar alta histórica nos preços do petróleo e gerar instabilidade econômica global, potencialmente mais grave que crises energéticas anteriores do século XX.
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