Na noite de sábado (28), o governo brasileiro divulgou uma nota oficial expressando preocupação com a intensificação dos conflitos no Oriente Médio, ressaltando os riscos à paz internacional e os impactos humanitários e econômicos que podem resultar da escalada militar.
O comunicado reforça que apenas o diálogo e a negociação diplomática podem oferecer soluções duradouras para a crise.
O Brasil destacou o papel das Nações Unidas como mediadora e prevenidora de conflitos, enfatizando que a cooperação internacional é essencial para conter a violência e proteger civis. O pronunciamento reafirma o respeito ao direito internacional e pede a suspensão imediata de ações militares ofensivas.
Apelo à contenção e proteção de civis
O governo condena qualquer medida que viole a soberania de países ou que possa agravar o conflito, incluindo ações retaliatórias e ataques a áreas civis.
A nota manifesta solidariedade a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia, atingidos por ataques iranianos em 28 de fevereiro, e lamenta a perda de vidas civis, prestando apoio às famílias das vítimas.
O texto reforça que a legítima defesa, prevista no artigo 51 da Carta da ONU, deve ser aplicada de forma excepcional e proporcional, limitada a respostas a ataques armados prévios, e condena o uso excessivo da força que possa agravar a situação.
Diplomacia como saída para o impasse
O governo conclui destacando que apenas a negociação diplomática pode superar divergências e gerar soluções permanentes, e que cabe às Nações Unidas assumir papel central na prevenção e resolução de crises, respeitando os princípios do direito internacional e da Carta de São Francisco.
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