O governo chinês pediu aos Estados Unidos a suspensão das tarifas comerciais unilaterais após decisão da Suprema Corte norte americana que considerou ilegal a base jurídica usada pelo presidente Donald Trump para impor taxas amplas a parceiros comerciais. A posição foi divulgada pelo Ministério do Comércio da China, que afirmou estar realizando uma avaliação detalhada do impacto da decisão.
Segundo Pequim, as tarifas não atendem aos interesses de nenhuma das partes e violam regras do comércio internacional. O país também demonstrou preocupação com a possibilidade de Washington manter restrições por meio de novos mecanismos legais e afirmou que seguirá atento para defender seus interesses econômicos.
A decisão da Suprema Corte foi tomada por maioria de 6 votos a 3 e concluiu que a legislação de emergência econômica utilizada pelo governo não autorizava a aplicação generalizada de tarifas. Após o revés judicial, Trump anunciou novas taxas com base em outro dispositivo legal, fixando inicialmente uma tarifa global de 10 por cento e elevando para 15 por cento, válida por prazo limitado sem aprovação do Congresso.
Apesar da derrubada de parte das sanções, permanecem tarifas elevadas contra produtos chineses, incluindo veículos elétricos, aço e alumínio. Ainda assim, analistas avaliam que o novo cenário reduz a pressão sobre Pequim e pode influenciar negociações comerciais.
A mudança ocorre às vésperas da visita oficial de Trump à China, prevista para o fim de março, quando o presidente norte americano deve se reunir com Xi Jinping. Especialistas apontam que ambos os países tendem a adotar tom mais moderado até o encontro para evitar aumento das tensões econômicas globais.
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