O Japão está avançando no campo da medicina regenerativa ao recomendar a aprovação de duas terapias experimentais com células-tronco, voltadas ao tratamento da Doença de Parkinson e da insuficiência cardíaca.
A primeira, desenvolvida pela Sumitomo Pharma, busca regenerar neurônios produtores de dopamina; a segunda, da Cuorips, tem como objetivo restaurar a função do músculo cardíaco, segundo informações da Bloomberg divulgadas na quinta-feira (20).
Ambas terão autorização para conduzir os tratamentos por sete anos, período destinado à coleta de dados clínicos detalhados.
A medida integra a estratégia do governo japonês de fortalecer a indústria de terapias avançadas com células-tronco, que visam recuperar funções perdidas em órgãos e tecidos. A aprovação final é considerada formalidade após avaliação técnica do Ministério da Saúde do Japão.
Os dois tratamentos utilizam a técnica de células-tronco pluripotentes induzidas desenvolvida por Shinya Yamanaka. Desde então, o Japão investiu mais de 100 bilhões de ienes (aproximadamente US$ 644 milhões) na área e flexibilizou regulamentações para pesquisas com essas células, consolidando-se como referência em medicina regenerativa.
Após o anúncio, as ações da Sumitomo Pharma e da Cuorips registraram valorização, embora especialistas recomendem cautela, já que a eficácia e segurança das terapias ainda dependem de testes clínicos mais abrangentes.
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