O Ano Novo Chinês começa nesta terça-feira (17) sob o signo do Cavalo de Fogo, marcando o início de um novo ciclo no calendário lunar. Diferente do calendário gregoriano, utilizado no Ocidente e baseado no movimento do Sol, a tradição chinesa segue as fases da Lua, o que faz com que a data da celebração varie a cada ano.
Segundo a tradição, os anos são representados por 12 animais que teriam atendido a um chamado de Buda para uma reunião simbólica. A sequência se repete em ciclos e inclui porco, búfalo, rato, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, cabra, macaco, galo e cão.
Em 2025, o ciclo foi regido pela serpente, associada à introspecção e transformação. Já 2026, sob influência do Cavalo de Fogo, traz uma energia mais ativa e expansiva. De acordo com a terapeuta holística Luani Macário, o período convida à ação e à transmutação, deixando para trás a introspecção do ano anterior.
O mestre Luis Mello, do Templo Lohan, no bairro da Liberdade, em São Paulo, explica que o simbolismo do Cavalo de Fogo está ligado ao movimento em direção a objetivos futuros. Para ele, o ano representa mais uma fase de esforço e preparação do que de conquistas imediatas.
Além do aspecto espiritual, a celebração tem forte dimensão cultural e familiar. As festividades costumam durar semanas, reunindo parentes e promovendo deslocamentos em massa considerados a maior migração anual do planeta.
Elementos tradicionais também marcam o período. A cor vermelha predomina em lanternas, roupas e envelopes distribuídos como símbolo de sorte, prosperidade e proteção. Crenças populares orientam evitar lavar o cabelo ou varrer a casa durante a celebração, práticas que poderiam simbolicamente afastar a boa fortuna.
As comemorações do Ano Novo Chinês se estendem por cerca de duas semanas e, neste ciclo, seguem até 3 de março, encerrando um período dedicado à renovação, à esperança e à abertura de novos caminhos.
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