Com a aproximação do retorno às aulas, pais e responsáveis enfrentam um desafio diário: garantir que a merenda das crianças seja nutritiva e segura.
A rotina corrida leva muitos a optar por sucos industrializados, biscoitos recheados e outros produtos ultraprocessados. Apesar da praticidade, esses alimentos oferecem riscos à saúde infantil. Entre os mais comuns estão refrigerantes, sucos prontos, bolos industrializados, balas, biscoitos de pacote, pratos congelados e achocolatados.
Segundo a nutricionista Ana Sílvia, esses produtos têm baixo valor nutricional e são ricos em açúcares, gorduras e aditivos químicos:
“Na infância e adolescência, períodos essenciais para o crescimento, a ingestão frequente desses alimentos pode comprometer o desenvolvimento adequado. Estudos recentes também associam esses produtos a doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares, que podem persistir na vida adulta.”
Alguns estados brasileiros, como Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Sul e Mato Grosso, já implementaram leis que proíbem a venda e publicidade de ultraprocessados nas escolas, incentivando hábitos alimentares mais saudáveis.
Ana Sílvia reforça que uma alimentação equilibrada não precisa ser complicada ou cara:
“O ideal é priorizar alimentos in natura ou minimamente processados. Um pão francês com ovo ou queijo, sanduíches caseiros com frango, frutas ou vegetais simples são opções práticas para a lancheira e ainda podem envolver a criança na preparação, aumentando a aceitação.”
O objetivo é reduzir os riscos de doenças crônicas desde a infância, estabelecendo hábitos saudáveis que se mantenham por toda a vida.
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