O governo do México decidiu suspender o envio de petróleo para Cuba como forma de evitar a aplicação de tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pela presidente mexicana Claudia Sheinbaum, que classificou as sanções norte-americanas como injustas e prejudiciais à população cubana.
Durante entrevista coletiva, Sheinbaum afirmou que medidas econômicas desse tipo acabam penalizando diretamente a população civil. Segundo ela, impedir o fornecimento de energia a um país que já enfrenta dificuldades severas equivale a aprofundar uma crise humanitária. A presidente destacou que o México discorda do uso de sanções como instrumento de pressão política.
A suspensão ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma ordem executiva autorizando a imposição de tarifas sobre produtos de países que comercializam petróleo com Cuba. O decreto passou a valer no fim de janeiro e abriu caminho para penalidades econômicas, ainda sem definição de alíquotas.
Nos últimos meses, o México havia se tornado o principal fornecedor de petróleo para a ilha, especialmente após o encerramento dos embarques vindos da Venezuela. Em 2025, os envios mexicanos representaram quase metade das importações de petróleo bruto cubanas, segundo dados oficiais da estatal Pemex.
Como alternativa à suspensão do combustível, o governo mexicano enviou ajuda humanitária a Cuba. Dois navios da marinha partiram do porto de Veracruz transportando alimentos, leite em pó e itens de higiene, com previsão de chegada em poucos dias.
Apesar da interrupção, Sheinbaum afirmou que o México busca uma solução diplomática com Washington para retomar o fornecimento de petróleo, ressaltando que o país continuará defendendo o diálogo e a cooperação internacional.
*Compartilhe este artigo do Diário da Guanabara, o melhor site de notícias do Rio de Janeiro.












